Caso Bruno

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21 de junho de 2012 • 16h40

Mãe de Eliza: Bruno quer pagar R$ 12,50 por mês ao Bruninho

Guarda do filho de Eliza está sob responsabilidade de sua avó materna
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

A mãe de Eliza Samudio, a dona de casa Sônia de Fátima Moura, revelou que o goleiro Bruno, por meio do advogado Rui Pimenta, ofereceu apenas R$ 12,50 mensais para pagar pensão alimentícia para o suposto filho. Apesar da pequena quantia, baseada no salário que Bruno recebe como faxineiro na Penitenciária Nelson Hungria, a avó de Bruninho disse não ser contrária à vontade do goleiro de assumir a paternidade do filho, apesar de não acreditar que isso aconteça.

"Eu aceito o reconhecimento porque a mãe dele (Eliza) queria o reconhecimento de paternidade desde a época que ela estava grávida. Ela falava que era filho dele e que queria o reconhecimento. E se você contar esse tempo todo dá uns três anos. Se ele quisesse fazer o reconhecimento, ele já tinha feito. O que ele está esperando para fazer o reconhecimento de paternidade?", questionou.

"Eu não quero nada dele, eu não espero nada dele. A única coisa que eu quero dele são os restos mortais da minha filha, isso eu quero, isso eu não abro mão, mas o dinheiro eu não quero, quero que exploda o dinheiro dele", afirmou.

Sônia de Fátima Moura disse ainda que não deixará Bruninho ter contato com o suposto pai até que ele cresça e o faça por vontade própria: "Enquanto eu puder barrar a aproximação dele com meu neto, eu vou fazer. Quando meu neto quiser conhecer o pai, saber de fato o porquê das coisas, eu não vou omitir nada em relação a história de vida dele. Daí tudo bem, eu pego ele pela mão e levo para o pai dele".

Para Sônia e o advogado, José Arteiro Cavalcante Lima, Bruno não reconhece de fato o filho por pressão da ex-mulher, Dayanne do Carmo Souza, com quem Bruno já tinha duas filhas: "A Dayanne é a pessoa mais perigosa nesta história toda. Ela não quer que os bens do Bruno e o que ele vier a ganhar sejam divididos com outras pessoas. Por isso ela não se opôs quando a minha filha foi morta. Ela poderia ter poupado a vida da minha filha. Ela é mãe, mas nada fez por ciúmes e interesse financeiro. Agora, veja só, ela e o Bruno tiveram mais uma filha, a terceira. O que ela quer é isso, dividir o que eles têm somente entre os filhos dela, deixando o Bruninho de fora", afirmou.

O advogado de Dayanne, Francisco Simin, confirmou que Dayanne realmente tem um filho de seis meses de idade, mas que "é um menino e filho de uma outra pessoa". "O Bruno foi o primeiro a saber que ela estava grávida de outro homem, e não dele. O que esta mulher está dizendo são falas de uma pessoa mal orientada pelo advogado. Ela pode tomar um processo por calúnia, danos morais por falar besteiras. A Dayanne é uma mulher de boa índole, não tem nada disso", afirmou Simin.

Segundo o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, "Bruno e Dayanne têm um apartamento no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, e o sítio em Esmeraldas. Eles não podem vender nenhum dos dois porque estes imóveis estão bloqueados pela Justiça até que seja definida a pensão alimentícia dos filhos de Bruno", afirmou. Em 2010 a Justiça do Rio de Janeiro havia determinado que Bruno destinasse 17,5% de tudo que ganhasse para os filhos.

"Hoje ele recebe R$ 500 como faxineiro. Destinou R$ 50 para pensão. Este valor dividido por quatro filhos (se contra o último de Dayanne que o advogado dela nega ser do goleiro), dá R$ 12,50 para cada um. Isso não dá para comprar um pacote de fraldas", completou a mãe de Eliza.

Especial para Terra