Polícia

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03 de fevereiro de 2012 • 22h36 • atualizado às 22h40

Cardozo vai à BA acompanhar ação do Exército durante greve da PM

Homens do Exército Militares do Batalhão de Polícia do Exército reforçam a segurança nas ruas do Pelourinho, em Salvador
Foto: Lúcio Távora / Agência A Tarde

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, seguem para a Bahia neste sábado para acompanhar as operações que o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão do Ministério da Defesa, coordena para garantir a lei e a ordem durante a greve da Polícia Militar do Estado. O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, também integram o grupo.

Além dos 2,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, estão sendo enviados à Bahia cerca de 450 policiais da Força Nacional de Segurança Publica, ligada ao Ministério da Justiça. A chegada dos militares e policiais, segundo o Ministério da Justiça, tem como objetivo "garantir segurança da população e coibir eventuais ações criminosas".

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, afirmou na manhã desta sexta-feira que não vai dialogar com os policiais militares em greve, que já somam 10 mil, de acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro. O número representa um terço do efetivo da corporação. "Não vamos negociar com quem quer criar clima de terror. Não podemos aceitar que policiais encapuzados e armados façam o que estão fazendo", disse o secretário em entrevista a uma emissora de televisão, antes de se reunir com representantes de associações de PMs para discutir a greve, iniciada na terça-feira e liderada pela Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA).

Questionado sobre as condições para que a população possa sair às ruas, Barbosa foi cauteloso. "A situação é sensível e não podemos desconsiderar isso. Mas vamos restabelecer essa sensação de segurança o mais rápido possível", disse. O secretário também explicou que ainda não está definida como será a ajuda da Força Nacional de Segurança.

Na manhã de ontem, a Justiça concedeu uma liminar ao governo do Estado que decreta a ilegalidade da greve. A decisão deve ser cumprida de imediato, sob pena de multa de R$ 80 mil por cada dia de paralisação.

O governador do Estado, Jaques Wagner, o comandante da 6ª Região Militar, general Gonçalves Dias, e o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, receberão a comitiva na Base Aérea, às 10h.

Com informações da agência A Tarde.

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