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Cardozo: se necessário, governo aumentará contingente na BA

6 fev 2012 20h42
| atualizado às 23h10
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta segunda-feira que, se necessário, enviará mais homens da Força Nacional de Segurança à Bahia por causa da greve dos policiais militares, que já dura seis dias. Até o momento, cerca de 4 mil homens das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal estão no Estado, sob comando do general do Exército, Gonçalves Dias.

"Se ele (general Gonçalves Dias) achar necessário elevar o efetivo, nós prontamente atenderemos. Ele receberá o efetivo adicional que entender ser necessário", disse Cardozo à Agência Brasil.

Para o ministro, a situação na Bahia está sob controle. "Temos tropas suficientes para garantir a ordem pública. Não há nenhuma razão para pânico. Não tenho a menor dúvida de que até o Carnaval estará tudo perfeitamente resolvido. O Estado brasileiro é seguramente mais forte do que certos grupos de maus policiais que resolveram achar que o atendimento às suas reivindicações deve passar por atos de violência e intimidações."

Iniciada na noite de 31 de janeiro, a greve de aproximadamente 10 mil PMs da Bahia, um terço do contingente, provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana. Em seis dias de greve foram registrados 95 homicídios, além de saques e arrombamentos. Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana decretou a ilegalidade do movimento e determinou sua suspensão. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos, e um deles foi cumprido.

Insegurança
No entanto, o clima de hoje na capital baiana foi de insegurança. Vários órgãos da Justiça não funcionaram ou encerraram o expediente mais cedo. Escolas públicas e particulares e várias lojas do comércio também não abriram as portas.

Na comunidade de Pau Lima, na periferia da cidade, uma moradora, que não quis se identificar por questões de segurança, disse à Agência Brasil que muita gente do local prefere ficar em casa até que a situação se normalize.

No bairro da Pituba, na região praiana, grande parte do comércio manteve as portas fechadas e as lojas que abriram só funcionaram até as 16h, permitindo que os empregados saíssem mais cedo. Os comerciantes temem que seus estabelecimentos sejam saqueados.

Também nesta segunda-feira a avenida Paralela, uma das principais vias da cidade, foi bloqueada por desconhecidos, que renderam motoristas de ônibus e obrigaram-nos a abandonar os veículos atravessados na pista. A ação tumultuou o trânsito na capital baiana. Esses bloqueios têm ocorrido em outras vias de Salvador e duram em média uma hora.

Fonte: Terra
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