Polícia

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26 de fevereiro de 2011 • 17h32 • atualizado em 26 de Fevereiro de 2011 às 21h33

Avó de bebê morto em acidente chama motorista de 'traste'

Corpo da menina Crystal é enterrado neste sábado no Rio de Janeiro
Foto: Guto Maia / Futura Press
 

Durante o processo de liberação do corpo da menina Crystal da Silva Cardoso, 1 ano e 2 meses, a avó materna da criança, Meire Lúcia Cardoso da Costa, disse neste sábado no Instituto Médico Legal (IML), em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, que não conhecia o condutor do veículo que caiu em um rio na quinta-feira. "Nunca tinha visto aquele traste", afirmou sobre Moacir da Silva, 48 anos, que admitiu ter bebido antes de dirigir. A criança estava no carro com a mãe, Elysivane Cardoso da Costa, 26 anos, Silva e mais uma mulher.

Segundo informações da polícia, Silva teria tentado uma ultrapassagem proibida com o Audi A6 e perdeu o controle do carro. Ao cair no rio Morto, no Recreio dos Bandeirantes, o carro afundou rapidamente, mas os três adultos conseguiram sair com ajuda de um pescador e guardas municipais. Crystal foi resgatada do fundo do canal após cerca de 20 minutos submersa. Ela foi reanimada pelos bombeiros, mas deu entrada no Hospital Miguel Couto em estado gravíssimo.

Crystal morreu na noite de sexta-feira, no Hospital Miguel Couto e o enterro aconteceu hoje à tarde, no cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio. Muito abalada, a mãe do bebê precisou ser amparada por familiares. Uma tia de Crystal também se sentiu mal e chegou a desmaiar durante o sepultamento. O laudo sobre as causas da morte deve ficar pronto em 10 dias.

O motorista, que estava com a carteira de habilitação vencida há mais de 8 anos, foi indiciado por lesão corporal de trânsito com agravamento. Com a morte da menina, ele pode ser acusado de homicídio.

Acusações de maus tratos
Neste sábado, a avó de Crystal rebateu as acusações de maus tratos feitas pela avó paterna da criança, Liziet Fátima Sabino Faria, 57 anos, na sexta-feira. "A declaração dela é uma mentira. Nunca houve maus tratos", disse. Segundo Liziet, ela e o filho, o enfermeiro Alessandro Sabino, 26 anos, tentavam obter a guarda da criança.

Segundo Elisane Rocha, 30 anos, tia da menina, Alessandro nunca se interessou em registrar a criança. De acordo com ela, ele só começou a pagar a pensão da filha após determinação da Justiça.

Com informações do JB Online.

O Dia