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Atirador mirou nas cabeças das crianças, afirmam médicos

7 abr 2011
13h16
atualizado às 13h33
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O atirador que investiu contra alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, atirou diretamente contra as cabeças das crianças. A informação foi passada por médicos do Hospital Albert Schweitzer, que receberam as vítimas do atentado ocorrido na manhã desta quinta-feira. Autoridades confirmaram a morte de 12 alunos e do atirador Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, que se matou com um tiro na cabeça após ser atingido nas pernas por um policial.

Ex-aluno matou crianças e depois se suicidou
Ex-aluno matou crianças e depois se suicidou
Foto: EFE

Veja localização de escola invadida por atirador

Wellington foi aluno da escola e teria inclusive uma carteirinha escolar. Ele entrou no prédio para um ciclo de palestras de ex-alunos e então abriu fogo contra os alunos da 9ª série. Uma carta explicando as razões do crime foi deixada no local. Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas no ataque.

O vigilante Jaderson Barbosa, 24 anos, passava pela escola e viu uma criança ensanguentada saindo do prédio e pedindo ajuda. Ele entrou no colégio e ajudou a socorrer alguns feridos, levando para o pátio as crianças que estavam caídas pelo chão das salas de aulas.

Atentado
Um homem matou pelo menos dez crianças a tiros após invadir uma sala de aula da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da escola e se suicidou logo após o atentado. Testemunhas relataram que o homem portava mais de uma arma.

Wellington entrou na instituição disfarçado de palestrante, e as razões para o ataque ainda não são conhecidas. O comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, coronel Djalma Beltrame, afirmou que o atirador deixou uma carta de "teor fundamentalista", com frases desconexas e incompreensíveis e menções ao islamismo e a práticas terroristas. Os feridos foram levados para os hospitais estaduais Albert Schweitzer (que recebeu a maior parte das vítimas) e Adão Pereira Nunes, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e o Hospital da Polícia Militar.

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Fonte: O Dia
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