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09 de abril de 2011 • 13h37 • atualizado às 14h56

Antiga casa de atirador tem paredes pichadas em Realengo

Entre as pichações destinadas a Wellington, estavam as palavras "assassino" e "covarde"
Foto: Reinaldo Marques / Terra
 
Laryssa Borges
Direto do Rio de Janeiro

A casa em que morou o atirador Wellington Menezes no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, amanheceu com os muros e portões pichados. O assassino, que matou 12 crianças na última quinta-feira na escola Tasso da Silveira, havia se mudado há quatro meses para o bairro de Sepetiba, também na zona oeste da capital fluminense.

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Entre as pichações, estavam as palavras "assassino" e "covarde". Também na manhã deste sábado, estudantes fizeram novas homenagens às 10 meninas e dois meninos mortos no massacre de Realengo. Flores, cruzes, balões e um painel para mensagens foram colocados diante do colégio municipal, palco do crime.

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

Terra