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Pelo menos 500 casas serão demolidas em Angra, diz prefeito

4 jan 2010
10h53
atualizado às 14h41

O setor de engenharia da prefeitura de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, e o Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (GeoRio) estão avaliando a possibilidade de demolir casas no município. Eles verificam as condições do solo e cada caso está sendo estudado individualmente. Nesta segunda-feira, mais um corpo foi localizado no local. Segundo o prefeito Tuca Jordão, pelo menos 500 construções em áreas de risco serão demolidas em todo o município.

O Morro da Carioca desabou no centro de Angra dos Reis no dia 1º de janeiro
O Morro da Carioca desabou no centro de Angra dos Reis no dia 1º de janeiro
Foto: Anderson Tavares / Especial para Terra

"Trouxemos o pessoal da GeoRio e engenheiros da prefeitura, e eles mapearam a área. Estão preparando a planta e vendo quais casas precisam ser demolidas. Deverão ser de 80 a 120 só no Morro da Carioca, independentemente de estarem ou não comprometidas. Se oferecerem riscos, nós vamos demolir", afirmou o vice-prefeito de Angra, Essiomar Gomes.

A demolição dessas moradias que apresentam riscos ainda não começou. No entanto, a prefeitura colocou abaixo sete casas - de domingo até a manhã desta segunda-feira - que estavam prejudicando as buscas por vítimas que ainda estão soterradas no Morro da Carioca.

Nesta segunda-feira, Jordão decretou ainda a proibição e paralisação de construções nos morros do centro histórico de Angra dos Reis. A determinação é por tempo indeterminado e atinge 15 morros da cidade. O prefeito definiu o teto de um salário mínimo (R$ 510) para o valor pago como aluguel social. As familias desalojadas ou desabrigadas e que receberão o valor estão sendo cadastradas.

Na sequência, a prefeitura vai construir novas casas para essas pessoas. "São pessoas que trabalharam a vida toda para construir um patrimônio e, de uma hora para outra, perderam tudo", disse o vice-prefeito.

A prefeitura de Angra dos Reis, com o apoio da Marinha, iniciou na noite de domingo a montagem de barracas para receber desalojados e desabrigados pela chuva na região. Em nota, a prefeitura afirmou que a medida é preventiva e que até esta segunda-feira serão montadas 25 barracas com capacidades para abrigar 250 pessoas, no Estádio Municipal.

O governo do Estado pôs todos os helicópteros das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros para auxiliar no transporte de feridos e dos corpos. A Marinha do Brasil também está apoiando a Defesa Civil de Angra dos Reis com o transporte de pessoal e fornecimento de alimentos para as equipes. Na Ilha do Bananal, a Marinha também faz a interdição da área marítima.

Tragédia em Angra
Deslizamentos de terra causaram dezenas de mortes na madrugada do dia 1º em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No centro de cidade, uma encosta cedeu e deslizou por cima de casas no Morro da Carioca. Na Ilha Grande, o deslizamento por conta das chuvas durante a madrugada encobriu a pousada de luxo Sankay, lotada de turistas, e mais sete casas, na enseada do Bananal. Cerca de 120 homens da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Marinha participam do resgate.

Com informações de O Dia.

Fonte: Redação Terra
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