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Pastoral da Terra defende destruição de laranjal pelo MST

7 out 2009
18h50
atualizado às 19h29
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A Comissão Pastoral da Terra (CPT) defendeu, por meio de nota, a ação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na fazenda da  empresa Cutrale, localizada em Borebi (SP), a 300 km da capital paulista. Para a entidade, a divulgação de imagens em que os sem-terra aparecem destruindo parte da lavoura de laranja faz parte de uma campanha para dar apoio ao pedido de instalação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o MST.

"A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público", afirmou a CPT. Osmanifestantes saíram da fazenda pacificamente na manhã de hoje, após a chegada da Polícia Militar. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) colhe assinaturas de deputados e senadores para a instalação de uma comissão para investigar a ação.

A Cutrale ainda faz um levantamento do prejuízo causado destruiçãopela destruição de parte da lavoura e pelo extravio de equipamentos e produtos que se encontravam na propriedade. Segundo o diretor de relaçõestrabalhistas da empresa, Carlos Otero, está sendo priorizada a recolocação das sete famílias que tiveram as casas destruídas durante a invasão.

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