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vc repórter: após 16 anos, jovem conta a "emoção" em reencontrar papa

30 jul 2013
19h38
atualizado às 19h38
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A fisioterapeuta carioca Juliane Albuquerque diz que sempre enxergou na figura do papa um pai da igreja católica, independente de quem fosse o sumo pontífice. Em 1997, quando tinha 12 anos, teve certeza disso pela primeira vez. O responsável foi João Paulo II, que estava, assim como ela, no estádio do Maracanã, a uma distância visível. Essa ligação paternal mostrou-se com a mesma força para Juliane no último domingo,data em que esteve a poucos metros de Francisco.

<p>A fisioterapeuta Juliane Albuquerque se apresentou ao papa Francisco durante na Jornada Mundial da Juventude; 16 anos antes, tinha visto de perto João Paulo II</p>
A fisioterapeuta Juliane Albuquerque se apresentou ao papa Francisco durante na Jornada Mundial da Juventude; 16 anos antes, tinha visto de perto João Paulo II
Foto: Daniel Ramalho / Terra

A jovem de 28 anos participou da construção de uma igreja cenográfica durante a vigília do último sábado, na praia de Copacabana, durante a Jornada Mundial da Juventude. Ficou perto do papa Francisco e se emocionou como poucas vezes havia se emocionado. Experimentou o ponto alto de quase 30 dias de preparação, compromisso e disciplina que ela garante, sem pensar duas vezes, ter valido a pena .

A oportunidade de fazer parte da encenação surgiu no mês passado. “O padre Renato Martins, da paróquia que eu frequento, publicou que estavam precisando de fiéis para completar o quadro da construção da igreja, e eu me candidatei, sem saber a grandiosidade do ato”, relembra a frequentadora da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima e Santo Antônio Lisboa, no bairro de Taquara.

<p>Durante todo o mês de julho, a fisioterapeuta participou de longas sessões de ensaio, que se intensificaram na semana passada</p>
Durante todo o mês de julho, a fisioterapeuta participou de longas sessões de ensaio, que se intensificaram na semana passada
Foto: Arquivo Pessoal

Depois de convocada, Juliane passou a se reunir com o grupo de 50 selecionados participantes da homenagem ao papa. No início, os ensaios eram semanais em um galpão de Jacarepaguá, na zona oeste, em ritmo calmo e de pouca duração. Muito diferente da semana passada, quando os dias foram longos, “bem longos”, durante os preparativos em Guaratiba.

O trabalho intenso se perdeu em tantas voltas do relógio. O pouco tempo que sobrava era dividido pela fisioterapeuta entre a profissão e os 13 peregrinos venezuelanos que hospedou na casa em que vive com a família na capital fluminense.

O grande dia
Tal qual um time de futebol, que reconhece o gramado de um estádio antes de uma partida importante, o grupo de católicos precisava se aclimatar ao palco, às suas dimensões e peculiaridades. No grande dia, Juliane chegou cedo à concentração, 9h.

Por volta das 18h30, trajando um blazer cor de areia sobre roupas brancas, carregou um ramalhete de trigo durante a encenação. Também levantou uma placa com dizeres bíblicos em um palco próximo ao em que ficou o papa.

“Fiquei muito emocionada, especialmente durante a adoração. Pude sentir aquilo, todo aquele respeito, o silêncio. Não havia nenhum som externo ou barulho, nenhuma sirene de ambulância, nada. 3,5 milhões elevando o pensamento a Deus.”

A jovem, católica desde o nascimento, renova sua fé todos os dias, durante as orações, quando diz se sentir tão próxima de Deus quanto no último sábado ou no Encontro Mundial do Papa com as Famílias, de 1997. Dos anos 1990 para 2013, de João Paulo II para Francisco, passando por Bento, os cenários e o tempo mudaram, mas o pai, para ela, continua o mesmo.

A internauta Juliane Albuquerque, do Rio de Janeiro (RJ), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui .

vc repórter

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