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Segurança do papa Francisco no Rio envolverá 13,7 mil agentes

Efetivo total do Campus Fidei, em Guaratiba, deve chegar a 7 mil homens nos dias 27 e 28. Manifestações serão avaliadas caso a caso

18 jul 2013
12h12
atualizado às 12h35
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O Ministério da Defesa divulgou na manhã desta quinta-feira o esquema para a chamada "Operação Papa", que vai garantir a segurança do pontífice durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, a partir da próxima segunda-feira. Foram destacados 13,7 mil homens, sendo 10,2 mil das Forças Armadas, 1,3 mil da Força Nacional de Segurança e o restante das demais instituições públicas de segurança. 

<p>Segundo organização, intervenções em protestos serão avaliadas caso a caso</p>
Segundo organização, intervenções em protestos serão avaliadas caso a caso
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Especificamente no Campus Fidei, em Guaratiba, onde o papa Francisco realizará a vigília e o encerramento da JMJ, foram definidas 14 estruturas estratégicas e de segurança do altar sob responsabilidade da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada do Rio de Janeiro - estes militares estarão vestidos de terno e não com a farda tradicional. 

A Brigada de Infantaria Paraquedista recebeu a missão de realizar a segurança em todo o bairro da zona oeste do Rio e seu entorno. O efetivo total na região será de cerca de 7 mil homens nos dias 27 e 28. 

"Quantidade de agentes depende da área de atuação. Na Rio+20, ano passado, tínhamos mais de 20 mil homens porque eram mais de 190 delegações. É uma quantidade compatível com a necessidade do evento", garantiu o general José Alberto da Costa Abreu, comandante do Centro de Coordenação de Defesa da Área.

Além do efetivo para segurança do Papa, há mais 10 mil agentes de segurança pública, entre policiais federais, militares e civis, envolvidos. "Eles serão responsáveis por cuidar da segurança dos peregrinos que estarão nos eventos", afirmou o secretário de operações da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos da Presidência da República, José Monteiro.

Não serão utilizados agentes de segurança privada, como ocorreu na Copa das Confederações dentro dos estádios. "Na realidade, a previsão incial era exatamente essa. Elementos da segurança privada ficariam sob nossa coordenação. Houve dificuldade de contratação e, como tínhamos disponibilidade de tropa, vamos substituir a segurança privada. O pessoal está preparado. Tem larga experiência, inclusive com participação em operações no Haiti", disse o general.

Manifestações
Este efetivo, em princípio, não será utilizado para conter possíveis manifestações contra a vinda do papa Francisco ao Rio de Janeiro. Isso ficará a cargo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Estas forças, no entanto, farão o controle do acesso ao Campus Fidei e à praia de Copacabana, onde ocorrem missas comandadas pelo pontífice na quinta e na sexta-feira (25 e 26/7). 

Quem estiver usando máscaras será retirado. "Quem esconde o rosto tem alguma motivação", afirmou Abreu. Ele explicou que não haverá revista na entrada do Campus Fidei e os agentes do local não estarão utilizando armamentos. "Vamos confiar na colaboração das pessoas."

Casos de manifestações com cartazes serão avaliados individualmente. Grupos organizados não serão permitidos. "A pessoa levantar um cartaz ou uma faixa não significa ato ofensivo ao Papa. Se a pessoa levantar um cartaz, às vezes não vale a pena entrar ali e criar um conflito. O momento é que diz como podemos agir, sempre comandados por oficiais. Não existe uma fórmula do bolo. Vai depender da atitude da pessoa que estiver se manifestando."

Papa Francisco no Brasil
Com um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, a Jornada Mundial da Juventude 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países.

O evento marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março desde ano. O Pontífice chega ao Rio de Janeiro na tarde do dia 22 de julho, com retorno a Roma previsto para o dia 28. Sua agenda no Brasil contempla a visita à comunidade de Varginha, no complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, e ao Hospital São Francisco de Assis. Além disso, terá um encontro com a sociedade no Theatro Municipal, no centro da cidade, e ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. O ponto alto fica por conta de duas grandes celebrações na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, nos dias 25 e 26.

Fonte: Terra

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