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Durante JMJ, manifestantes participam de Marcha das Vadias no Rio

27 jul 2013
14h57
atualizado às 18h36
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Fazendo um contraponto à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento católico de maior expressão, um grupo de manifestantes participava na tarde deste sábado da Marcha das Vadias. De acordo com a organização do protesto, a data foi escolhida justamente para destoar da agenda religiosa que toma conta do Rio de Janeiro nesta semana com a presença do Papa Francisco.

Manifestantes protestaram na Marcha das Vadias no Rio, neste sábado
Manifestantes protestaram na Marcha das Vadias no Rio, neste sábado
Foto: Mauro Pimentel / Terra

"Não somos contra a religião, mas condenamos algumas posições da Igreja Católica", afirmou Danielle Miranda, uma das responsáveis pela marcha no Rio. Ela explicou que a manifestação não iria ao encontro dos fiéis, concentrados mais próximos ao palco, na divisa dos bairros Copacabana e Leme, na orla da zona sul. "O espaço é público, mas não queremos nenhum enfrentamento", afirmou.

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/papa-no-brasil/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/papa-no-brasil/iframe.htm">veja o infográfico</a>

A Marcha das Vadias teve início no posto 5 da praia de Copacabana e se dirigiria para o posto 9, em Ipanema. No trajeto, locais popularmente conhecidos pela concentração de homossexuais e usuários de maconha. Para algumas integrantes a rota é simbólica pelo fato de o protesto ser favorável à liberdade do próprio corpo.

Durante o trajeto, os manifestantes intercalavam gritos de ordem por direitos de gênero com críticas à Igreja. "O, Vaticano, vou te dizer, existe amor independente de você", era uma das frases. Apesar de a manifestação ocorrer de maneira pacifica, algumas pessoas reagiam ao protesto, especialmente quando se trata de descriminalização do aborto. Alguns mais exaltados chamaram feministas de assassinas.

Dentre as principais reivindicações estão a descriminalização do aborto e o apoio a diversidade sexual. Os assuntos estão presentes nos principais gritos de ordem das manifestantes. "Se o Papa fosse mulher, o aborto já seria legal", bradava um grupo. "Lutar, lutar, não deixe de lutar. Por um orgasmo livre, coletivo e popular", acrescentava outro.

A organização da marcha em meio à JMJ desagradou parte dos peregrinos. "Não há necessidade disso, é uma falta de respeito", diz Júnior Freitas. Marcela Vilar concorda. "Elas querem só chamar a atenção e se aproveitam da festa católica para isso".

Por volta das 18h, as manifestantes, que até então ocupavam a faixa livre da avenida Vieira Souto, agora impedem fluxo de trânsito do outro sentido da via. Após chegar ao fim do percurso previsto, no posto 9 da praia de Ipanema, a Marcha das Vadias virou um ato contra o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. "Cabral é ditador" e "Ei, polícia, cadê o Amarildo?", em referência ao pedreiro morador da Rocinha, desaparecido após abordagem policial, fazem parte dos gritos de ordem. Meia hora depois, houve dispersões, e um grupo menor dava meia-volta e seguia no sentido Copacabana.

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/papa-game/" href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/papa-game/">Game do Papa</a>

Papa Francisco no Brasil
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano.

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Fonte: Terra
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