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Com surpresas do Papa, ministros consideram que JMJ foi 'exitosa'

29 jul 2013
17h52
atualizado às 18h16
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Em balanço após o fim da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), os ministros da Justiça, Eduardo Cardozo, e da Defesa, Celso Amorim, comemoraram os resultados do evento e consideraram que os ações de segurança pública foram "exitosas". Cardozo alegou que os planos para a visita do papa Francisco ao Brasil sofreram mudanças de última hora em virtude da vontade do Sumo Pontífice em eliminar as barreiras físicas com os fiéis que acompanharam a jornada do Santo Padre na última semana no Rio de Janeiro.

<p>Papa Francisco circulou pelas ruas do Rio de Janeiro com a janela do carro aberta</p>
Papa Francisco circulou pelas ruas do Rio de Janeiro com a janela do carro aberta
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Segundo o ministro da Justiça, o Papa descartou completamente a hipótese de andar em veículos blindados e evitou ao máximo se deslocar pelo ar, o que dificultou o planejamento da segurança dele e das pessoas que participaram da jornada. Foram quase 20 eventos ao longo da semana passada. Os custos da JMJ ainda estão sendo calculados e devem ser fechados nos próximos dias.

"Consideramos que foi absolutamente exitoso, um esforço vigoroso de segurança pública. Sua Santidade não só andou em veículos não blindados como parou o carro e desceu para abraçar os fiéis. As decisões de parada eram tomadas por ele, apenas. Apesar do acompanhamento em tempo real que tínhamos, com câmeras, helicópteros, policiais permanentemente junto com o Papa, aquilo era inesperado porque era decidido pelo Papa, e houve momentos que ele mandou seguir além de onde ele devia parar. A segurança procurou não tolher, mas a gente tinha que dar segurança. O balanço hoje é que foi uma situação de êxito", afirmou o ministro.

Cardozo admitiu que houve momentos em que "os dedos gelaram", se referindo a situações inesperadas que podiam colocar a segurança do Papa em risco. "Eu tinha confiança no sistema de segurança, mas confesso que em certos momentos, pelo inesperado comportamento, ficávamos com a ponta dos dedos geladas: quando ele parou numa hora inesperada, quando pegou o chimarrão. O povo estava maravilhado com a figura do Santo Padre, queriam subir no papamóvel. Quando via situações dessa natureza, isso obviamente nos preocupava, tinha que garantir a segurança de todos", disse.

No domingo, dia 21, um dia antes da chegada do Papa ao Brasil, uma bomba de grande porte foi encontrada na Basílica da Nossa Senhora, em Aparecida, em São Paulo, dentro de um dos banheiros do santuário. A informação foi confirmada pelo Exército do Brasil. Amorim garantiu que este foi o único caso registrado em toda a Jornada Mundial da Juventude.

"Não houve nada mais equivalente ao artefato. Houve uma ou duas ocasiões que chegaram ao meu conhecimento em que houve suspeita em relação a um pacote ou bolsa vazia, e em pelo menos uma que foi mobilizada a força antiterrorista do Exército e se verificou que não era nada. E houve varreduras permanentes nos locais", garantiu.

Deslize
Cardozo classificou como "deslize" o episódio logo na chegada do Papa, em que o carro que carregava o Sumo Pontífice errou o caminho, ficou preso num engarrafamento e cercado por fiéis. Papa Francisco , que exigiu um carro "médio com janelas grandes", que ficavam sempre abertas, acenou e tocou as pessoas que se aproximaram do veículo, mas nada aconteceu.

"Ali foi talvez o único momento de um deslize inicial. Às vezes o roteiro era alterado em cima da hora. Naquele dia pela manhã foi feito um briefing com a exposição do roteiro, mas lamentavelmente houve uma desconexão, porque o funcionário da prefeitura não repassou a mudança para o centro de controle de tráfego. Aquilo nos surpreendeu, mas a avaliação do pessoal que estava em solo é que não houve risco atestado por ninguém", argumentou. O ministro afirmou, ainda, que a falha não prejudica a imagem do Brasil no exterior, principalmente considerando que o País vai sediar dois grandes eventos esportivos: a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016.

Papa Francisco no Brasil
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorreu entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 marcou também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano.

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Fonte: Terra

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