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Anistia Internacional teme repressão em protestos durante visita do Papa

9 jul 2013
17h07
atualizado às 23h00
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O diretor da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, afirmou nesta terça-feira que está preocupado com o uso "completamente inadequado" da força pela polícia para controlar manifestações, assim como ocorreu nos protestos do mês passado, durante a visita do papa Francisco.

Roque fez essas observações durante a apresentação do escritório da Anistia Internacional no Rio de Janeiro, faltando duas semanas para a visita do Papa na cidade durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 22 e 28 de julho.

Roque afirmou que em todo caso as forças policiais terão um "cuidado maior" com sua utilização durante os protestos, pois houve um uso "completamente inadequado" delas. Por enquanto não foram convocadas manifestações durante a visita do Papa.

A assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil, Renata Neder, acrescentou que os governos estaduais, responsáveis pelas forças de segurança, "devem investigar os abusos que a polícia cometeu" e as denúncias pelo uso de armas não letais e de fogo, e lembrou que as manifestações continuam acontecendo.

"Existem denúncias muito graves. É difícil documentar isso uma vez que ocorrem novos protestos, mas é necessário que se averigúe", disse.

O diretor do departamento de Legislação e Política da Anistia Internacional, Michael Bochenek, ressaltou, por outro lado, que o governo brasileiro "garantiu os direitos de liberdade de reunião e de manifestação" o tempo todo.

Papa Francisco no Brasil
Com um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países.

O evento marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março desde ano. O Pontífice chega ao Rio de Janeiro na tarde do dia 22 de julho, com retorno a Roma previsto para o dia 28. Sua agenda no Brasil contempla a visita à comunidade de Varginha, no complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, e ao Hospital São Francisco de Assis. Além disso, terá um encontro com a sociedade no Theatro Municipal, no centro da cidade, e ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. O ponto alto fica por conta de duas grandes celebrações na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, nos dias 25 e 26.

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EFE   
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