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16 de setembro de 2013 • 17h58 • atualizado às 20h10

Padilha: chegada de médicos estimula infraestrutura em saúde nos municípios

Ministro da Saúde relatou sua própria experiência como médico atuando na Amazônia

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira que a chegada dos médicos estrangeiros nas comunidades pobres do País vai estimular a melhora da infraestrutura nas unidades de saúde. "O maior obstáculo era ter o médico. Construir a unidade de saúde, equipá-la e mantê-la reformada é uma ação que o município fica estimulado a fazer quando vê que nós conseguimos garantir um médico para atender aquela população", declarou o ministro, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Padilha citou situações que viveu quando trabalhou como médico na Amazônia. O ministro foi supervisor de um núcleo da Universidade de São Paulo (USP), atuando em comunidades amazônicas, e contou que percebeu que a chegada dos médicos atraiu desenvolvimento para a região. "Não tinha nenhuma estrutura nos lugares onde trabalhamos. A presença de médicos lá estimulou o município, outras universidades e organizações a montar estrutura. Uma aldeia indígena não tinha nada, hoje tem centro cirúrgico, ambulatório para tratamento. A cidade de Santarém (PA) não tinha uma faculdade. Hoje tem a faculdade de medicina, que é um grande hospital regional", disse.

O ministro informou ainda que todos os municípios participantes do programa Mais Médicos usarão recursos do Ministério da Saúde para reforma, ampliação e construção de unidades de saúde. Segundo cronograma da pasta, o início do trabalho dos profissionais do programa está previsto para o dia 23.

De acordo com o ministro, as inscrições para os interessados em participar do programa serão abertas mensalmente, prioritariamente para médicos brasileiros. Padilha ressaltou que os estrangeiros podem ocupar apenas as vagas não ocupadas pelos profissionais brasileiros. "Aos poucos, vamos poder mostrar o programa, mostrar que ele não tira emprego de nenhum médico brasileiro", destacou.

Nesta semana, disse o ministro, está programada a seleção dos médicos estrangeiros que se inscreveram no segundo mês do Mais Médicos. Eles poderão optar pelas cidades onde querem trabalhar. "O Mais Médicos é um primeiro passo de uma longa caminhada para fazer uma mudança profunda na realidade da saúde da nossa população, mas é o passo mais corajoso", disse.

ENTENDA O 'MAIS MÉDICOS'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros. Eles não precisarão passar pela prova de revalidação do diploma
- O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- Criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).
 

 

Agência Brasil