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Dilma Rousseff cita Niemeyer em evento do Mercosul

7 dez 2012
13h40
atualizado em 10/12/2012 às 16h26

A presidente Dilma Rousseff homenageou nesta sexta-feira o arquiteto Oscar Niemeyer na abertura da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, no Palácio Itamaraty. Emocionada, Dilma lembrou frase do arquiteto segundo a qual sem sonhar, nada acontece, e defendeu a busca pela integração regional para avançar econômica e socialmente.

"Niemeyer dizia que a gente tem de sonhar, se não, as coisas não acontecem. Nós, que temos o sonho de uma América Latina desenvolvida, com oportunidades iguais e uma sociedade democrática pacífica, nós sabemos o valor do nosso sonho e da integração latino-americana", disse Dilma, acompanhada por presidentes sul-americanos e ministros.

A presidente ressaltou ainda que Niemeyer deixa um ''legado eterno''. Dilma lembrou que a "sinuosidade da curva de Niemeyer desenhou Brasília" e que ele "lutou por uma sociedade igualitária". O arquiteto morreu anteontem, no Rio de Janeiro, vítima de complicações renais e desidratação. Ele estava internado desde o mês passado.

Participam da cúpula Dilma e os presidentes Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia), Donald Ramotar (Guiana) e Desi Bouterse (Suriname), além da vice-presidenta do Peru, Marisol Cruz, e dos vice-chanceleres Alfonso Silva (Chile) e Monica Lanzetta (Colômbia), assim como o ministro de Minas e Energia da Venezuela, Rafael Ramírez.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai - que está suspenso do bloco até abril de 2013. Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia estão no grupo como países associados.Com a adesão da Venezuela, o bloco passou a 72% do território da América do Sul - aproximadamente três vezes a área da União Europeia. Com os venezuelanos, o Mercosul também cresceu o Produto Interno Bruto (PIB) para US$ 3,32 trilhões. A população do bloco é 275 milhões de habitantes.

Mesmo aos 100 anos, em 2007, Niemeyer não abdicava de fumar seu cigarro
Mesmo aos 100 anos, em 2007, Niemeyer não abdicava de fumar seu cigarro
Foto: AFP
Agência Brasil Agência Brasil
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