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Comoção popular em velório emociona netos de Niemeyer

6 dez 2012
17h34
atualizado às 18h32
Diogo Alcântara
Direto de Brasília

O sol forte não desanimou os milhares de admiradores de Oscar Niemeyer que formam uma fila na Praça dos Três Poderes para prestar uma última homenagem ao arquiteto. Pessoas de várias idades, carreiras, cidades quem têm em comum o apreço pelo trabalho de Niemeyer. Gesto que comoveu familiares do arquiteto.

Estudante Luíza Solano diz que Niemeyer a influenciou a estudar Arquitetura
Estudante Luíza Solano diz que Niemeyer a influenciou a estudar Arquitetura
Foto: Diogo Alcântara / Terra

Veja fotos das principais obras de Oscar Niemeyer
Conheça a trajetória do arquiteto

"Foi fantástico e inesperado. Vimos crianças e pessoas mais velhas na fila embaixo do sol", disse o neto Carlos Oscar Niemeyer Magalhães. "Foi muito emocionante ver as pessoas todas demonstrando tanto carinho", acrescentou a neta Ana Lúcia. Emocionada, ela pensa no legado deixado pelo avô: "As ideias que ele tentou passar de humanismo, justiça social, isso étão importante quanto as obras dele. Acho que agente tem que preservare difundir o pensamento dele".

Para a neta, o momento mais emocionante, além da presença dos admiradores, foi a recepção do corpo na Base Aérea de Brasília com direto a tiros de canhão e envolvimento da Bandeira Nacional no caixão.

A estudante de Arquitetura na Universidade de Brasília, Luíza Solano, foi uma das primeiras a visitar o corpo de Niemeyer. "Ele foi um baita estímulo para minha decisão de fazer Arquitetura", contou, exibindo um cartaz com o rosto do arquiteto, e os famosos Congresso Nacional, Catedral Metropolitana de Brasília e Memorial JK. Acima, a frase de Niemeyer que Luíza considera mais representativa: "A gente tem que sonhas, senão as coisas não acontecem".

A geógrafa Rosemaria Godinho saiu de Montes Claros (MG) e enfrentou cerca de 700 km de estrada para se despedir do arquiteto. "Vale a pena enfrentar sol, espera e distância para dar o último adeus a Oscar Niemeyer que deixou obras no Brasil e no mundo", disse. A fã espera ainda que os novos profissionais da área continuem o legado do "mestre Niemeyer". "Espero que novos arquitetos continuem sua obra", acrescentou.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas já haviam passado pelo velório em pouco menos de duas horas. Como as filas continuam extensas, caso a procura siga o mesmo ritmo, o número pode chegar a 5 mil.

Uma fila foi formada na Praça dos Três Poderes até a rampa de acesso ao Salão Nobre do Palácio do Planalto, onde ocorre a solenidade póstuma. A sede do governo federal foi projetada pelo próprio arquiteto.

O velório foi aberto ao público pouco depois das 16h e deverá durar até 20h, quando segue de volta para o Rio de Janeiro, onde será enterrado.

Morre Oscar Niemeyer
O arquiteto Oscar Niemeyer morreu às 21h55 do dia 05 de dezembro de 2012, aos 104 anos, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, de infecção respiratória. Ele estava internado na instituição de saúde desde o dia 6 de novembro, onde alternou quadros de melhoria e de piora na saúde.

Considerado um dos nomes mais influentes da arquitetura moderna mundial, Niemeyer foi responsável pelas principais obras da construção de Brasília, inaugurada em 1960. Carioca, nasceu em 15 de dezembro de 1907 no bairro de Laranjeiras, no Rio.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Terra
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