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Operação Porto Seguro investiga vice-presidente dos Correios

27 nov 2012
09h13
atualizado em 3/12/2012 às 09h34

Durante a operação Porto Seguro, a Polícia Federal investigou o vice-presidente jurídico dos Correios, Jefferson Carlos Carús Guedes. Relatório da polícia diz que o então diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira, teria tentado subornar Guedes para beneficiar em licitações a empresa LM Negócios Inteligentes. Guedes chegou a receber o dono da empresa, Lucas Henrique Batista. Em 2008, Guedes chegou a ser procurador-geral da União, na gestão do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Tofolli. Depois de dez meses no cargo, pediu demissão ao ser acusado de formação de quadrilha pela PF e pelo Ministério Público Federal em outra operação, a Perseu, que desbaratou uma rede de corrupção e fraudes ligando funcionários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Em 2011, ingressou no comando dos Correios. As informações são do jornal O Globo.

Em ofício à Justiça Federal, a PF pede a "condução coercitiva" de Guedes para prestar depoimento. Segundo o relatório policial, "há indicativos de que Paulo Vieira, juntamente com Lucas Henrique Batista, participou de licitações de agências de correio em São Paulo por meio da empresa LM Negócios Inteligentes. Há indicativos de que, para favorecer a empresa, ofereceu 'livros' ao vice-presidente Jefferson Carlos Carús Guedes." "Livros" é o código usado pelo esquema de Vieira para identificar propina. Por meio da assessoria dos Correios, Guedes negou que tenha sido oferecida propina. Ele disse ainda não ter prestado depoimento, mas se colocado à disposição da PF. Os Correios informaram que não têm contratos com a LM e que abrirão uma sindicância para apurar o caso.

Fonte: Terra

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