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RS: líder do MST elogia "coragem" em invasão à Aracruz

09 de março de 2006 19h38 atualizado em 10 de março de 2006 às 00h07

O líder nacional do MST, João Pedro Stédile, elogiou nesta quinta-feira a ação de integrantes da Via Campesina que participaram da destruição do horto florestal da empresa Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul, na tarde de quarta-feira. "As mulheres estão de parabéns por fazer um ato que chamou a atenção da sociedade", disse Stédile.

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    Algumas das integrantes afirmaram que o ataque foi planejado há três meses pelos líderes do movimento. Sem saber que estavam sendo filmadas, mulheres revelaram que pontos estratégicos para entrar na empresa foram estudados pelo grupo, de acordo com a RBS TV.

    Algumas mulheres da Via Campesina que atuaram no ataque confirmaram que viajaram até o local durante a madrugada em ônibus fretados de várias empresas. Segundo elas, o alvo do ataque só foi informado um dia antes, quando estavam na cidade de Tapes (RS).

    Na reportagem do canal de TV, as mulheres ainda aparecem com os mesmos lenços que usaram para esconder o rosto na hora da invasão. De acordo com uma delas, muitas ficaram com medo no início do ataque, mas depois seguiram as colegas que já estavam destruindo a plantação. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, voltou a criticar a invasão nesta quinta-feira.

    As primeiras testemunhas começaram a ser ouvidas nesta quinta-feira na delegacia de Barra do Ribeiro. A polícia também vai investigar a denúncia de vigias da empresa, que teriam dito que ficaram presos dentro de um dos ônibus da Via Campesina. A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito.

    O governador em exercício, Antonio Hohlfeldt, informou que as integrantes da Via Campesina que apareceram na reportagem da RBS TV também serão chamados para depor.

    Ministério Público
    O Ministério Público do Rio Grande do Sul, através da Promotoria de Justiça Social, instaurou nesta quinta-feira um processo investigativo para esclarecer o caso.

    A polícia civil gaúcha já investiga o caso, que será agora acompanhado pelo MP. A investigação será concluída pela Promotoria de Justiça de Barra do Ribeiro.

    A assessoria do Ministério Público informou que foi realizada uma reunião no gabinete do procurador-geral de Justiça, Roberto Bandeira Pereira, com a participação do promotor de Justiça da cidade, Daniel Soares Indrusiak, do chefe da Casa Civil do governo do estado, Pedro Bisch Neto, do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais Mauro Henrique Renner, do coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, Eduardo Lima Veiga, e do corregedor-geral do Ministério Público, Mário Lisboa.

  • Redação Terra