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CPI comprova tráfico de pau-brasil na Bahia

09 de janeiro de 2003 16h24

Integrantes da CPI do Tráfico de Animais e Plantas Silvestres estão hoje em Eunápolis (BA), ouvindo depoimentos de donos de madeireiras acusados de comércio ilegal de pau-brasil. Ontem, a CPI realizou diligências em três empresas da região, e encontrou documentos que, segundo o relator da CPI, deputado Sarney Filho (PFL-MA), demonstram o envolvimento de funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) no tráfico de madeira.

Também foi identificada uma nova maneira de traficar madeira: o material é doado para uma instituição fictícia de caridade, e de lá acaba sendo exportado. Outra descoberta é que o Ibama da região está fornecendo Autorizações de Transporte de Produtos Florestais, (ATPF) para madeireiras fantasmas, o que evidencia o envolvimento de seus funcionários.

"Nós já estamos tomando várias providências. Primeiro, estamos notificando o Ibama a respeito dessas ATPF. Os nomes dos funcionários que as assinaram vão constar do relatório, para que o órgão abra inquérito interno", disse o relator da CPI.

Sarney Filho observou que as diligências têm tido melhores resultados que as audiências públicas, e estão tendo um papel importante na investigação e na elaboração do relatório final. Com as diligências, os deputados puderam comprovar a existência de documentos falsos e de madeireiras fantasmas, entre outras irregularidades.

Redação Terra