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Amaral nega ter defendido bomba atômica brasileira

06 de janeiro de 2003 22h41 atualizado em 07 de janeiro de 2003 às 11h12

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, disse ontem à noite que não passou de um mal-entendido a sua declaração sobre a defesa da fabricação da bomba atômica pelo Brasil. "O Brasil é contra a bomba atômica. Mas queremos que o Brasil domine todos os campos possíveis da ciência", confirmou em entrevista ao Jornal da Globo

Amaral afirmou ontem que dará prioridade às áreas espacial e nuclear. Ele declarou que desenvolver a técnica para o enriquecimento de urânio permitiria ao País criar seu próprio combustível para as usinas nucleares. Hoje, o Brasil, um dos cinco maiores produtores mundiais de urânio, precisa importar o produto.

Questionado pela BBC se o conhecimento de que fala inclui o necessário para a fabricação da bomba nuclear, Amaral respondeu que "inclui todo o conhecimento. O conhecimento do genoma, conhecimento do DNA, conhecimento da fissão nuclear". "Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação (de armas nucleares), mas não podemos renunciar ao conhecimento científico", disse.

Redação Terra