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Ex-secretária processará Valério por violar e-mail

30 de junho de 2005 06h34

A ex-secretária do publicitário Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, disse ontem que vai processar o ex-patrão por violado e "pirateado" um e-mail seu, enviado ao jornalista Leonardo Attuch da revista Istoé Dinheiro, que a havia entrevistado em setembro de 2004, informou o jornal Folha de S.Paulo. Valério processa Fernanda por tentativa de extorsão.

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    Uma cópia desse e-mail foi apresentado a terça-feira pela bancada do PT no Conselho de Ética da Câmara. Ela diz ter provas de que Marcos Valério violou seu sigilo postal na Internet, mas não as apresentou. Segundo disse, a correspondência tratava de sua preocupação com o processo que havia sido iniciado contra ela por seu ex-patrão, sócio da SMPB Comunicação e um dos acusados de operar o suposto esquema de "mensalão" em nome do PT.

    As declarações foram feitas ontem após a gravação do Programa do Jô, na TV Globo. Durante o programa, a secretária disse que três semanas depois de ter sido entrevistada pela revista (em setembro de 2004) deixaram uma cópia do e-mail em sua casa com a frase "é assim que você gosta de nós?" escrita à mão.

    Fernanda disse que reconheceu a caligrafia, que seria de uma das secretárias com quem havia trabalhado na SMPB, chamada Adriana. Depois disso, ela teria passado a receber ligações anônimas com ameaças veladas, supostamente motivadas pela entrevista em que relatou ter visto "malas de dinheiro" saírem da SMPB. Ela nega que tenha usado as denúncias que fez na entrevista - não publicada na época - para tentar extorquir Valério, cujo processo contra ela é anterior ao relato que Jefferson fez à Folha de S.Paulo sobre o suposto envolvimento do publicitário com o esquema. Ele nega as acusações.

    Ainda ontem, um dia depois de ter negado ao Conselho de Ética que o dinheiro sacado por Valério para supostamente abastecer o "mensalão" vinha de estatais, Fernanda afirmou que costumava ouvir de funcionários do setor financeiro da SMPB que os recursos vinham de empresas como "Correios e Banco do Brasil". Disse ainda ser tarefa da Polícia Federal, e não dela, provar isso.

  • Redação Terra