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 Advogado adia depoimento de menino suspeito de pilotar jet ski
23 de fevereiro de 2012 15h02 atualizado às 16h19

Advogado de defesa do menino suspeito de pilotar o veículo comunica imprensa sobre mudança de depoimento . Foto: Edson Lopes Jr/Terra

Advogado de defesa do menino suspeito de pilotar o veículo comunica imprensa sobre mudança de depoimento
Foto: Edson Lopes Jr/Terra

Marina Novaes
Direto de Bertioga

O advogado Maurimar Chiasso, defensor do adolescente suspeito de atropelar e matar uma menina de 3 anos quando pilotava um jet ski, no último sábado, em Bertioga, litoral norte de São Paulo, decidiu adiar por tempo indeterminado o depoimento de seu cliente, marcado para o final da tarde desta quinta-feira. A decisão, segundo o advogado, se deu por conta do assédio e da comoção gerados em torno do caso. "Está criado um clima de efetiva comoção. Em razão disso, pela segurança do meu cliente, não vou apresentá-lo hoje."

Além do menino, estava marcado para o final da tarde de hoje o depoimento de seus pais. De acordo com Chiasso, o adolescente e sua família não estão se negando a prestar esclarecimentos à polícia, mas isso só irá acontecer "em um momento oportuno, que será marcado diretamente com o delegado".

De acordo com testemunhas, o garoto de 14 anos pilotava o jet ski que atingiu Grazielly Almeida Lames no momento em que ela brincava na beira do mar, acompanhada na mãe. Segundo Chiasso, o menino só ligou o veículo, que partiu sozinho, em alta velocidade, e atingiu a criança.

O advogado José Beraldo, que representa a família de Grazielly, disse que os pais da vítima estão inconformados com a falta de socorro prestado. "Eles querem saber porque a família dele não ofereceu socorro, não levou a Grazielly para um hospital bom. Ele fugiu e o socorro demorou 40 minutos para chegar", disse o advogado ao Terra. O casal prestou depoimento por cerca de três horas na delegacia de Bertioga, nesta quinta-feira.

O defensor da família do garoto afirmou que eles deixaram a praia por medo, pois havia "um clima de revolta muito grande" no local.

Inicialmente, o caso está sendo investigado como homicídio culposo, ou seja, quando não houve intenção de provocar a morte. Entretanto, a polícia não descarta indiciar os responsáveis por homicídio doloso (com intenção), caso seja comprovado que o proprietário do veículo emprestou o jet ski ao adolescente.

Terra
  1. Jet ski que atropelou menina de 3 anos foi retido na parte de fora da delegacia

    Foto: Edson Lopes Jr/Terra

  2. Advogado de defesa do menino suspeito de pilotar o veículo comunica imprensa sobre mudança de depoimento

    Foto: Edson Lopes Jr/Terra

  3. Defensor da família da vítima disse que os pais da menina estão inconformados com a falta de socorro prestado

    Foto: Edson Lopes Jr/Terra

  4. Cirleide Lames, mãe da menina atropelada, prestou depoimento

    Foto: Edson Lopes Jr/Terra

  5. De acordo com o advogado do menino, ele só ligou o jet ski, que teria seguido sozinho em alta velocidade e atropelado a menina

    Foto: Edson Lopes Jr/Terra

  6. O veículo traz inscrito o nome Augusto

    Foto: Edson Lopes Jr/Terra

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