Rio Branco decretou estado de emergência em função da cheia do rio Acre
Foto: Secom/Divulgação
O rio Acre, que cruza Rio Branco, a capital do Estado, na fronteira com a Bolívia e o Peru, saiu de seu leito nos últimos dias e obrigou milhares de pessoas a deixarem suas casas.
Entre os afetados, ao menos 5.551 estão em Rio Branco, segundo o governo estadual. Estas pessoas tiveram que ser transferidas para abrigos habilitados pelas autoridades, de acordo com o último boletim.
O relatório revela ainda que, em sua passagem pela capital, o rio Acre alcançou um nível de 17,5 metros, três metros e meio acima da cota de transbordamento.
Um porta-voz do corpo de bombeiros do Acre explicou que o leito do rio sobe um centímetro a cada três horas. Segundo as autoridades, a cheia afetou 14,3 mil imóveis em Rio Branco.
Na manhã desta quinta-feira, o governador Tião Viana decretou ponto facultativo em todo o Estado. A norma, entretanto, não vale para serviços essenciais, como escolas e hospitais.
Conforme o boletim do governo estadual, o envio de alimentos, remédios e água potável às áreas inundadas está garantido e as equipes de resgate trabalham para se certificar da chegada de provisões.
Além disso, o Governo Federal enviou soldados das Forças Armadas e helicópteros para a entrega desses itens nas áreas isoladas.
Até agora, a maior cheia do rio Acre foi registrada em 1997, quando o nível das águas chegou aos 17,66 metros.

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