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 RJ: após agressão a gays, operação detém 2 taxistas piratas
16 de fevereiro de 2012 19h42

A Polícia Civil deteve dois homens nesta quinta-feira em uma operação para reprimir a atuação de táxis piratas no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. A operação, realizada por policiais da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ) e da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), ocorre três dias após a prisão de dois taxistas piratas suspeitos de agredir um casal homossexual na saída do aeroporto.

De acordo com a polícia, os agentes vistoriaram nesta quinta-feira todos os táxis que faziam ponto no Galeão, inclusive os que possuíam autorização. Os presos foram identificados como Daniel Campista Rangel e José Luiz de Melo Cerqueira. Segundo a polícia, ambos atuavam no Terminal 1 do aeroporto. Daniel foi flagrado oferecendo o serviço do táxi de José a um turista americano, cobrando antecipadamente R$ 50 do passageiro para que o motorista o levasse até um hotel em Copacabana.

A dupla foi indiciada pelos crimes contra a relação de consumo e formação de quadrilha. O táxi de José foi apreendido pela Secretaria Municipal de Transporte (SMTR) e sua permissão será cassada.

Agressões
Na última segunda-feira, foram presos os taxistas piratas Marcos Ribeiro da Silva, conhecido como Cocoroca, 41 anos, e Rodrigo Alves da Silva, o Docinho, 31 anos, suspeitos de agressão a um casal gay na saída do Aeroporto do Galeão. Segundo a Polícia Civil, os dois foram agredidos porque se recusaram a viajar nos veículos piratas.

O casal teria sido abordado por taxistas irregulares ao deixar o aeroporto. Diante da negativa, os suspeitos teriam ofendido e agredido os dois. Durante a confusão, um dos homens levou um chute no rosto e teve ossos da cabeça e da face quebrados. A vítima foi internada em um hospital da Ilha do Governador. Os dois taxistas foram autuados por tentativa de homicídio.

Terra