O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira que a cidade do Rio de Janeiro corre o risco de registrar, em 2011, uma das piores epidemias de dengue de sua história. O que mais agrava o cenário na capital fluminense, segundo ele, é a entrada da dengue tipo 4 no País.
"Esse não é um tipo mais grave, não faz com que a pessoa tenha risco maior de morrer, mas, como pouquíssimas pessoas no Brasil já pegaram (esse tipo de vírus), um número maior de pessoas está suscetível", explicou, ao participar do programa Bom Dia, Ministro.
Segundo Padilha, a cidade já registrou, nos primeiros meses de 2012, o maior número absoluto de casos de dengue e o maior aumento em relação ao ano passado. "Temos que manter e intensificar as ações. O Rio de Janeiro, eu diria, é a cidade que mais preocupa o Ministério da Saúde", reforçou.
Um levantamento feito em agosto do ano passado, de acordo com o ministro, mostrou que a maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti na capital fluminense estava em caixas d'água. Um novo estudo, entretanto, realizado em dezembro de 2011, indica que a maioria dos focos está dentro da casa das pessoas, em pequenos vasilhames.
"O ovo do mosquito pode sobreviver até 300 dias em ambiente seco e ficar viável. Se volta a chover, ele eclode, vira larva e pode transmitir a dengue", alertou Padilha.
- Agência Brasil


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