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 PR: grevistas descumprem ordem judicial e ônibus não circulam
15 de fevereiro de 2012 10h03 atualizado às 10h08

Roger Pereira
Direto de Curitiba

O segundo dia da greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Curitiba e região metropolitana começou sem nenhum ônibus circulando na capital novamente, apesar da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região de que 50% da frota operasse durante todo o dia e 70% nos horários de pico. Os dirigentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) foram às garagens das empresas que operam o sistema e impediram tanto a entrada de motoristas quanto a saída de qualquer veículo durante toda a madrugada desta quarta-feira. Até as 9h, nenhum coletivo circulou.

O descumprimento das decisões judiciais que determinam o retorno de parte da frota resulta em penalidades ao Sindimoc. Além da decisão do TRT, há uma liminar da Justiça Estadual, obtida pela Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) - empresa que gerencia o trânsito da capital -, que obriga o funcionamento de 60% da frota e 80% nos horários de pico. A multa para o descumprimento é de R$ 100 mil por dia, mesmo valor fixado pela Justiça do Trabalho.

O Sindimoc informou que está estudando uma forma de cumprir a determinação do TRT, "mas a dificuldade é que os motoristas não querem voltar ao trabalho", disse o presidente da entidade, Anderson Teixeira. Já a decisão da Justiça Estadual é desconsiderada pelo sindicato, pois, para Teixeira, a 11ª Vara Cível de Curitiba, que concedeu a liminar, não tem competência para determinar o retorno de trabalhadores em greve.

Além do aumento salarial, os trabalhadores apresentaram uma pauta com mais de 50 reivindicações, como o reajuste de 18% no vale-alimentação e a mudança da escala de sete dias de trabalho com um de folga para seis de trabalho e um de descanso. "A categoria é a única que tem uma semana de oito dias", afirmou Teixeira.

Em nota divulgada ontem, o sindicato patronal informou não haver possibilidade de apresentar uma proposta com reajuste maior. A Urbanização de Curitiba S/A, também em nota, afirmou que não estava participando da negociação entre empresas e sindicato.

Especial para Terra