Um dos acusados, o ex-deputado Natalino Guimarães chega ao 4º Tribunal do Júri
Foto: Giuliander Carpes/Terra
- Giuliander Carpes
- Direto do Rio de Janeiro
A defesa dos irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, acusados de chefiar a Liga da Justiça, uma das mílicias mais perigosas do Rio de Janeiro, pediu mais uma vez adiamento do julgamento em que os dois são acusados de mandar assassinar Marcelo Eduardo dos Santos, cobrador de uma van que faz transportes na zona oeste da cidade. A juíza Elisabeth Machado Louro, do 4º Tribunal do Júri do Rio, negou o pedido.
"Não vejo razão por que novamente adiar o ato, agora com a sessão aberta e após dispendiosos gastos do Estado, minuciosas providências e sem qualquer ordem das cortes superioras", afirmou a magistrada que, no entanto, suspendeu a sessão por uma hora para almoço. O julgamento de Natalino, ex-deputado estadual, de Jerominho, ex-vereador, de Luciano Guimarães, filho de Jerônimo, e de Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, já havia começado com quatro horas de atraso.
A defesa também pediu que os réus fossem liberados do uso de algemas, mas a magistrada não aceitou. "Os acusados estão em regime especial de prisão e há necessidade de rigoroso protocolo de segurança", afirmou.
Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, também é acusado do crime, mas sua defesa conseguiu desmembrar o processo e ele será julgado de forma separada. Segundo a promotoria, o ataque teria sido cometido por ele, Luciano e Leandrinho Quebra-Ossos a mando dos dois irmãos.
O julgamento deveria ter acontecido em outubro, mas a ausência do secretário municipal de assistência social, Rodrigo Bethlem, testemunha do caso, causou o adiamento.
O crime ocorreu no dia 15 de junho de 2005 durante uma carreata em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. A milícia tentava, segundo denúncia da promotoria, tomar o controle da linha de van Jardim Maravilha-Campo Grande, para cobrar um pedágio de R$ 42 por dia útil de cada um dos 64 motoristas que faziam o trajeto. Marcelo conseguiu escapar do atentado sem ferimentos.
Em março de 2009, Jerominho, Natalino, Luciano, Batman e Quebra-Ossos foram condenados pela 42ª Vara Criminal da capital pelo crime de formação de quadrilha armada. As penas variam de nove a dez anos de prisão. Os réus estão presos desde então na penitenciária de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
- Terra


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