- Roger Pereira
- Direto de Curitiba
Os motoristas e cobradores dos ônibus do transporte público de Curitiba (PR) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir das 2h desta terça-feira. Em Assembleia realizada na noite de segunda-feira, os funcionários recusaram a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana, optando pela paralisação. Quase três mil pessoas participaram da assembleia.
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores exige 40% de aumento, sendo que a proposta patronal foi de um reajuste de 7%. "Essa proposta é uma vergonha", disse o presidente do sindicato Anderson Teixeira. Com a paralisação, a expectativa é que apenas 30% dos cerca de 1,2 mil ônibus de Curitiba e RMC (360 veículos) deverão circular na cidade. Segundo Teixeira, os trabalhadores seguirão para os portões das empresas responsáveis pelos coletivos da capital para evitar que os ônibus deixem as garagens.
A greve estava prevista para ter início à 0h, mas o presidente do sindicato disse que decidiu-se por adiar a paralisação em respeito às pessoas que já estavam na rua quando acabou a Assembleia, por volta das 23h.
Além do aumento salarial, os trabalhadores apresentaram uma pauta com mais de 50 reivindicações, como o reajuste de 18% no vale-alimentação e a mudança da escala de sete dias de trabalho com um de folga para seis de trabalho e um de descanso. "A categoria é a única que tem uma semana de oito dias", afirmou Teixeira.
Em nota, o sindicato patronal informou não haver possibilidade de apresentar uma proposta com reajuste maior. A Urbanização de Curitiba S/A, empresa que gere o trânsito de Curitiba, também em nota, afirmou que não estava participando da negociação entre empresas e sindicato.
- Especial para Terra


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