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 PM do Rio: nº de faltas durante greve é igual a dias normais
13 de fevereiro de 2012 14h05 atualizado às 14h10

Manifestação em frente ao Copacabana Palace não atraiu muitos integrantes da PM, da Polícia Civil e dos bombeiros no domingo. Foto: Giuliander Carpes/Terra

Manifestação em frente ao Copacabana Palace não atraiu muitos integrantes da PM, da Polícia Civil e dos bombeiros no domingo
Foto: Giuliander Carpes/Terra

O chefe da Comunicação Social da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, coronel Frederico Caldas, disse nesta segunda-feira que o número de policiais que aderiram à paralisação e faltaram ao trabalho no Estado é muito pequeno e não difere das ausências rotineiras. Para ele, a situação não pode ser caracterizada como uma greve. Caldas informou que hoje não foram registrados episódios de insubordinação.

No primeiro dia de greve, problemas chegaram a ser registrados em algumas cidades do interior, como Volta Redonda, onde os policiais se recusaram a fazer patrulhamento, e Campos, onde os soldados se recusaram a trabalhar com as viaturas que estavam com documentação irregular. Mas, depois disso, segundo o coronel, não houve novos problemas.

"Não podemos falar em greve hoje, quando não temos nenhum serviço da PM interrompido. Falar em greve é um exagero. Os casos pontuais foram prontamente e severamente combatidos. Aqueles que se recusaram a cumprir seu trabalho foram presos e autuados. A vida segue. Nesta semana, já estamos trabalhando para fazer o esquema de segurança do carnaval. Os eventos do final de semana foram todos cobertos sem problema", disse.

Segundo Caldas, 129 policiais militares que aderiram à greve na sexta-feira, em Volta Redonda, no sul fluminense, foram autuados e serão transferidos para outros batalhões. Enquanto novos policiais não chegam à cidade, o policiamento é reforçado com cadetes da Academia de Polícia e com o Batalhão de Choque.

Já em Campos, no norte do Estado, o problema foi contornado com o envio de novas viaturas, com documentação regularizada, para o batalhão. Agentes do Departamento de Trânsito (Detran) também foram ao município para regularizar os demais carros.

A Secretaria Estadual de Defesa Civil também informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a rotina do Corpo de Bombeiros hoje está normal. Não houve faltas de bombeiros e os serviços não foram afetados. Integrantes dos Bombeiros e da Polícia Militar devem fazer hoje uma assembleia para definir se encerram ou não a greve.

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

Dois dias depois, alegando falta de adesão, os policiais civis deixaram o movimento. A orientação do movimento era que apenas 30% dos policiais civis ficassem nas ruas durante a greve, mas o clima era de normalidade na maior parte do Estado.

Os militares foram orientados a permanecer junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deveria ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista. Mas, segundo a corporação, apenas o grupamento da Barra da Tijuca aderiu à paralisação.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Agência Brasil