Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro
Foto: Giuliander Carpes/Terra
- Giuliander Carpes
- Direto do Rio de Janeiro
O mar subiu e pegou alguns banhistas das praias cariocas de surpresa na tarde de domingo. Apesar da greve, os desavisados puderam contar com os bombeiros. Só em Ipanema, foram três salvamentos em meia hora durante o final de tarde - um deles efetuado com ajuda de helicóptero.
"Nós não somos criminosos. Estamos trabalhando porque não queremos prejudicar a população. Mas muitos de nós estão presos e não podem trabalhar", afirmou o cabo dos bombeiros e salva-vidas Laercio Soares. "Só queremos remuneração digna. Não pensamos nisso quando temos que salvar alguém, mas quando vemos nossa família passando dificuldade isso pega."
A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.
Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista. Mas, segundo a corporação, apenas o grupamento da Barra da Tijuca aderiu à paralisação.
Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.
- Terra











Assista agora »
Assista agora »
