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 Apesar da greve, bombeiros realizam salvamentos no Rio
12 de fevereiro de 2012 19h29 atualizado às 19h34

Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro. Foto: Giuliander Carpes/Terra

Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro
Foto: Giuliander Carpes/Terra

Giuliander Carpes
Direto do Rio de Janeiro

O mar subiu e pegou alguns banhistas das praias cariocas de surpresa na tarde de domingo. Apesar da greve, os desavisados puderam contar com os bombeiros. Só em Ipanema, foram três salvamentos em meia hora durante o final de tarde - um deles efetuado com ajuda de helicóptero.

"Nós não somos criminosos. Estamos trabalhando porque não queremos prejudicar a população. Mas muitos de nós estão presos e não podem trabalhar", afirmou o cabo dos bombeiros e salva-vidas Laercio Soares. "Só queremos remuneração digna. Não pensamos nisso quando temos que salvar alguém, mas quando vemos nossa família passando dificuldade isso pega."

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

Dois dias depois, alegando falta de adesão, os policiais civis deixaram o movimento. A orientação era que apenas 30% dos policiais civis ficassem nas ruas durante a greve, mas o clima era de normalidade na maior parte do Estado.

Os militares foram orientados a permanecer junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deveria ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista. Mas, segundo a corporação, apenas o grupamento da Barra da Tijuca aderiu à paralisação.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Terra
  1. Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  2. "Nós não somos criminosos. Estamos trabalhando porque não queremos prejudicar a população. Mas muitos de nós estão presos e não podem trabalhar", afirmou o cabo dos bombeiros e salva-vidas Laercio Soares

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  3. "Só queremos remuneração digna. Não pensamos nisso quando temos que salvar alguém, mas quando vemos nossa família passando dificuldade isso pega", disse o salva-vidas

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  4. Foto: Terra

  5. Cristiane Daciolo, mulher do cabo Benevenuto Daciolo, preso em Bangu I, dá entrevista em frente ao Copacabana Palace

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  6. Ônibus dos bombeiros chega para manifestação marcada para ocorrer em frente ao Copacabana Palace neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  7. Justificativa para o baixo quórum na manifestação em Copacabana foi a chuva

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  8. Manifestação em frente ao Copacabana Palace não atraiu muitos integrantes da PM, da Polícia Civil e dos bombeiros neste domingo

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  9. Foto: Terra

  10. No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel

    Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

  11. Segundo informações dos grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press



  12. Foto: Terra

  13. Cristiane, mulher de Daciolo, disse que a prisão de seu marido é arbitrária

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  14. A categoria pediu a libertação do bombeiro Benevenuto Daciolo, preso acusado de incitar atos violentos na Bahia

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  15. Policiais e bombeiros do Rio se reuniram na Cinelândia para votar indicativo de greve na sexta-feira

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

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