O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, irá acompanhar o primeiro dia de aulas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, nesta segunda-feira. A escola passou por uma reforma e ganhou um prédio anexo após a chacina de 12 alunos em abril de 2011. O crime foi cometido por Wellington Menezes de Oliveira, ex-estudante da unidade, que se suicidou em seguida.O prefeito estará no local às 8h para a reinauguração da unidade.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da prefeitura do Rio, a escola, que tem 986 alunos, foi ampliada com parte da praça vizinha ao terreno. Nessa área externa, haverá um painel de azulejos pintados pelos alunos e funcionários, além de equipamentos de ginástica para a terceira idade e mesas de jogos recreativos. A sala onde ocorreu a tragédia teve as paredes demolidas e virou área de passagem para um novo prédio de quatro andares que conta com sala de informática, biblioteca, laboratório de ciências, auditório com capacidade para 100 pessoas, além de uma sala multiuso para aulas de dança e karatê, conforme a assessoria.
Tragédia em Realengo
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril de 2011. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta encontrada com ele, Wellington pediu perdão a Deus e deixou instruções para o próprio enterro - entre elas que nenhuma pessoa "impura" tocasse seu corpo.
Dias depois, a polícia divulgou fotos e vídeos em que o atirador aparece se preparando para o ataque durante meses. Em um deles, Wellington justificou o massacre por ter sido vítima de "bullying" praticado por "cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem". Na casa dele, foram encontradas diversas anotações que mostraram uma fixação pelos ataques de 11 de setembro de 2001. O atirador acabou enterrado como indigente 15 dias após o massacre, já que nenhum familiar foi ao Instituto Médico Legal (IML) liberar o corpo.
- Terra






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