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 Policiais civis do Rio decidem parar greve até quarta-feira
11 de fevereiro de 2012 19h53 atualizado às 20h24

Policiais dão as mãos em frente ao Quartel-General da Polícia Militar. Foto: Marcus Vinicius/Terra

Policiais dão as mãos em frente ao Quartel-General da Polícia Militar
Foto: Marcus Vinicius/Terra

Giuliander Carpes
Direto do Rio de Janeiro

Os Policiais Civis do Rio de Janeiro, até então em estado de greve junto com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, decidiram interromper a paralisação até quarta-feira, quando irão negociar com o governo do Estado algumas das reivindicações da classe. A decisão foi confirmada no início da noite deste sábado pelo sindicato dos oficiais.

"Nós vamos dar um trégua até quarta-feira, quando vamos voltar a negociar com o governo estadual mais algumas reivindicações", afirmou Valter Theil, integrante da Coligação dos Policiais Civis. A corporação teria decidido pela pausa após constatar que a adesão de policiais à greve foi menor que a esperada.

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Terra