O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro afirmou em nota que 39 salva-vidas que faltaram ao serviço foram detidos administrativamente neste sábado. O número total de salva-vidas que estão em quarteis cumprindo medida disciplinar chega a 162.
Na sexta-feira, 123 salva-vidas foram detidos administrativamente por faltar ao serviço. A corporação afirmou também que, até a tarde deste sábado, oito de 11 mandados de prisão emitidos contra bombeiros representantes do movimento de greve foram efetuados.
O Corpo de Bombeiros afirma que as 110 unidades da corporação funcionam normalmente apesar da falta dos grevistas. Nos postos de salvamento da orla da Barra da Tijuca foram acionadas equipes de reserva.
A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.
A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecer junto às suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.
Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.
Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.
- Terra



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