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 RJ: porta-voz da PM diz que normalidade predomina no Estado
11 de fevereiro de 2012 16h21 atualizado às 16h25

Policiais civis e militares e bombeiros decretarem greve no Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gomes/Futura Press

Policiais civis e militares e bombeiros decretarem greve no Rio de Janeiro
Foto: Luiz Gomes/Futura Press

Dois dias depois de policiais civis e militares e bombeiros decretarem greve no Rio de Janeiro, a normalidade predomina no Estado, de acordo com o porta-voz da PM, capitão Ivan Blaz. "Ontem tivemos o bloco do Cordão do Bola Preta (bloco tradicional de carnaval de rua da capital fluminense) com tranquilidade. Hoje tem uma grande programação de blocos", disse. "O Carnaval está garantido e o Campeonato Carioca em curso está tranquilo", ressaltou.

Algumas áreas atuaram com efetivo próprio, outras receberam apoio. "Estamos reforçando o patrulhamento na zona norte, no centro e na zona sul, com homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do Batalhão de Choque", disse.

O capitão reafirmou que o movimento grevista teve reflexos maiores apenas no interior do estado, em cidades como Campos, Itaperuna e Volta Redonda. Policiais do Bope foram enviados, ontem, para reforçar a segurança. O porta-voz garante que a situação nesses municípios está normalizada.

"Itaperuna e Volta Redonda são os dois municípios onde tivemos pontos sensíveis da paralisação. Lá os batalhões da PM estão trabalhando com cerca de 60% dos efetivos das unidades. Se tivesse 90% de adesão, como alega o movimento grevista, não teria condições de trabalho e a gente acionaria as Forças Armadas", garantiu o capitão.

Na capital fluminense, as delegacias continuam com efetivos reduzidos, prestando apenas serviços considerados de emergência, como autos de prisão em flagrante e remoção de cadáveres.

Na zona sul, moradores dizem não perceber o movimento de paralisação dos profissionais de segurança pública. "Eu vi policiais nas ruas normalmente. Pode ser que, como ontem tiveram prisões de alguns, hoje está normalizado. Mas a sensação não é de medo, é de vida normal", disse Joana Andreiolo, administradora e moradora do Leblon, zona sul da capital.

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Agência Brasil