Notícias » Brasil » Brasil

 RJ: bombeiros em greve atendem apenas emergências nas praias
11 de fevereiro de 2012 14h31 atualizado às 14h56

Bombeiros mantêm apenas 30% do efetivo nas praias, segundo categoria. Foto: Luiz Gomes/Futura Press

Bombeiros mantêm apenas 30% do efetivo nas praias, segundo categoria
Foto: Luiz Gomes/Futura Press

Os bombeiros do Grupamento Marítimo (Gmar) estão prestando apenas atendimentos emergenciais nas praias do Rio de Janeiro e só vão normalizar as atividades quando o cabo Benevenuto Daciolo, preso na noite da última quarta-feira, for solto, informou o sargento Paulo Nascimento, do 1º Grupamento de Socorro e Emergência (GSE). Ele é um dos líderes da categoria no movimento grevista iniciado há dois dias por policiais civis e militares e pelos bombeiros do Estado.

Na orla da zona sul, alguns postos do Gmar estão vazios e em outros, poucos militares que se apresentaram não estão usando os uniformes vermelhos do grupamento. "Eles até estão fazendo atendimentos, mas apenas os emergenciais, e estão descaracterizados. Não colocaram a roupa (uniforme de trabalho). Temos que mostrar que a greve está ocorrendo", disse Nascimento.

Segundo o sargento, o movimento segue parâmetros legais. "O atendimento está sendo feito precariamente, mas está sendo feito. A gente está usando a lei. Temos a adesão de praticamente 90% das categorias na paralisação e, nesse total, 30% do atendimento está sendo feito", disse.

Nascimento explicou que a manifestação não busca apenas melhoria salarial, mas melhores condições de trabalho e dignidade. Segundo ele, muitas vezes os bombeiros vão para as ruas salvar vidas e acabam se acidentando ou morrendo porque não têm equipamentos de segurança.

Por ser uma das lideranças do movimento, Paulo Nascimento admitiu que pode ser preso. Na sexta-feira, foram emitidos pelo menos 11 mandados de prisão de lideranças grevistas. "Estou pronto para ser preso. Se tiver que me apresentar, vou me apresentar. Não temos medo disso. A gente vai se apresentar porque não tem nada a esconder. Não somos criminosos", acrescentou.

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Agência Brasil
  1. Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  2. "Nós não somos criminosos. Estamos trabalhando porque não queremos prejudicar a população. Mas muitos de nós estão presos e não podem trabalhar", afirmou o cabo dos bombeiros e salva-vidas Laercio Soares

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  3. "Só queremos remuneração digna. Não pensamos nisso quando temos que salvar alguém, mas quando vemos nossa família passando dificuldade isso pega", disse o salva-vidas

    Foto: Giuliander Carpes/Terra



  4. Foto: Terra

  5. Cristiane Daciolo, mulher do cabo Benevenuto Daciolo, preso em Bangu I, dá entrevista em frente ao Copacabana Palace

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  6. Ônibus dos bombeiros chega para manifestação marcada para ocorrer em frente ao Copacabana Palace neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  7. Justificativa para o baixo quórum na manifestação em Copacabana foi a chuva

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  8. Manifestação em frente ao Copacabana Palace não atraiu muitos integrantes da PM, da Polícia Civil e dos bombeiros neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra



  9. Foto: Terra

  10. No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel

    Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

  11. Segundo informações dos grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press



  12. Foto: Terra

  13. Cristiane, mulher de Daciolo, disse que a prisão de seu marido é arbitrária

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  14. A categoria pediu a libertação do bombeiro Benevenuto Daciolo, preso acusado de incitar atos violentos na Bahia

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  15. Policiais e bombeiros do Rio se reuniram na Cinelândia para votar indicativo de greve na sexta-feira

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

/brasil/foto/0,,00.html