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 Greve no Rio será pacífica e ordeira, diz sindicato de policiais
10 de fevereiro de 2012 16h19 atualizado às 18h07

Policiais e bombeiros do Rio se reuniram ontem na Cinelândia para votar indicativo de greve. Foto: Luiz Gomes/Futura Press

Policiais e bombeiros do Rio se reuniram ontem na Cinelândia para votar indicativo de greve
Foto: Luiz Gomes/Futura Press

O diretor do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, Francisco Chao, disse na manhã desta sexta-feira que o movimento grevista iniciado à 0h é "pacífico e ordeiro" e que não serão permitidas ilegalidades. "Não vamos tolerar qualquer desvio legal. Se existir ordem de prisão legal, vamos nos apresentar", completou Chao, em entrevista coletiva com a participação de representantes das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros.

Na coletiva, eles reconheceram o avanço da proposta do governo, que foi reformulada e aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, mas avaliaram que as conquistas não são suficientes. Os agentes de segurança pública disseram que querem discutir detalhes do projeto, entre eles os critérios para a continuidade do pagamento das gratificações, que foram mantidas só em caso de acidentes de trabalho.

Segundo Francisco Chao, os profissionais não queriam o desgaste do movimento, mas as categorias chegaram ao limite. O sargento do Corpo de Bombeiros Wallace Rodrigues destacou que os grevistas querem o diálogo com o governo e que isso vem sendo pedido há um mês. De acordo com ele, os profissionais não querem acabar com o Carnaval do Rio de Janeiro e, nos oito dias que faltam para a festa popular, o governo pode abrir as tratativas.

"De forma alguma desejamos acabar com o Carnaval do Rio de Janeiro. Estamos abertos ao diálogo", disse o militar, acrescentando que o primeiro item da pauta é a libertação do cabo Benevenuto Daciolo, que está preso no Presídio Bangu 1, no sistema carcerário de Gericinó, na zona oeste da cidade, desde a última quarta-feira.

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Agência Brasil
  1. Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  2. "Nós não somos criminosos. Estamos trabalhando porque não queremos prejudicar a população. Mas muitos de nós estão presos e não podem trabalhar", afirmou o cabo dos bombeiros e salva-vidas Laercio Soares

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  3. "Só queremos remuneração digna. Não pensamos nisso quando temos que salvar alguém, mas quando vemos nossa família passando dificuldade isso pega", disse o salva-vidas

    Foto: Giuliander Carpes/Terra



  4. Foto: Terra

  5. Cristiane Daciolo, mulher do cabo Benevenuto Daciolo, preso em Bangu I, dá entrevista em frente ao Copacabana Palace

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  6. Ônibus dos bombeiros chega para manifestação marcada para ocorrer em frente ao Copacabana Palace neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  7. Justificativa para o baixo quórum na manifestação em Copacabana foi a chuva

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  8. Manifestação em frente ao Copacabana Palace não atraiu muitos integrantes da PM, da Polícia Civil e dos bombeiros neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra



  9. Foto: Terra

  10. No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel

    Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

  11. Segundo informações dos grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press



  12. Foto: Terra

  13. Cristiane, mulher de Daciolo, disse que a prisão de seu marido é arbitrária

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  14. A categoria pediu a libertação do bombeiro Benevenuto Daciolo, preso acusado de incitar atos violentos na Bahia

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  15. Policiais e bombeiros do Rio se reuniram na Cinelândia para votar indicativo de greve na sexta-feira

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

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