Policiais e bombeiros decretaram em greve no Rio de Janeiro
Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra
- Marcus Vinicius Pinto
- Direto do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro desmentiu nesta sexta-feira a informação de que algumas delegacias estivessem fechadas. Em nota oficial, a instituição informou que "todas as delegacias do Estado estão funcionando normalmente".
A nota divulgada pela Polícia Civil confronta as informações divulgadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, dizendo que algumas unidades, como 21ª DP, 22ª DP e 42ª DP, estariam fora de operação. Segundo o comunicado, os delegados titulares dessas unidades estão a postos e garantiram que estão operando regularmente.
O atendimento personalizado das unidades do Programa de Delegacias de Dedicação Integral ao Cidadão (DEDIC) também não sofreu alterações e funciona sem problemas.
Grevista confirma paralisação
De acordo com o inspetor da Polícia Civil Francisco Chao, que faz parte do movimento grevista, alguns setores estão operando com a capacidade reduzida. "As delegacias normais e especializadas em violência contra a mulher e roubo de carros estão com 30% do efetivo trabalhando", disse o inspetor. Ainda segundo o policial, as delegacias especializadas em homicídio trabalham com todo o efetivo, sem modificações na rotina.
A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.
A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.
Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.
Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.
- Terra











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