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 RJ: grevista confirma paralisação parcial em delegacias; polícia nega
10 de fevereiro de 2012 13h05 atualizado às 13h21

Policiais e bombeiros decretaram em greve no Rio de Janeiro. Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

Policiais e bombeiros decretaram em greve no Rio de Janeiro
Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

Marcus Vinicius Pinto
Direto do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro desmentiu nesta sexta-feira a informação de que algumas delegacias estivessem fechadas. Em nota oficial, a instituição informou que "todas as delegacias do Estado estão funcionando normalmente".

A nota divulgada pela Polícia Civil confronta as informações divulgadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, dizendo que algumas unidades, como 21ª DP, 22ª DP e 42ª DP, estariam fora de operação. Segundo o comunicado, os delegados titulares dessas unidades estão a postos e garantiram que estão operando regularmente.

O atendimento personalizado das unidades do Programa de Delegacias de Dedicação Integral ao Cidadão (DEDIC) também não sofreu alterações e funciona sem problemas.

Grevista confirma paralisação
De acordo com o inspetor da Polícia Civil Francisco Chao, que faz parte do movimento grevista, alguns setores estão operando com a capacidade reduzida. "As delegacias normais e especializadas em violência contra a mulher e roubo de carros estão com 30% do efetivo trabalhando", disse o inspetor. Ainda segundo o policial, as delegacias especializadas em homicídio trabalham com todo o efetivo, sem modificações na rotina.

A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Terra

Marco Prisco, presidente de uma associação de bombeiros e policiais da BA, programou atos de violência com um de seus liderados

  1. Mesmo com a greve, muitos salva-vidas realizaram resgates no Rio de Janeiro

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  2. "Nós não somos criminosos. Estamos trabalhando porque não queremos prejudicar a população. Mas muitos de nós estão presos e não podem trabalhar", afirmou o cabo dos bombeiros e salva-vidas Laercio Soares

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  3. "Só queremos remuneração digna. Não pensamos nisso quando temos que salvar alguém, mas quando vemos nossa família passando dificuldade isso pega", disse o salva-vidas

    Foto: Giuliander Carpes/Terra



  4. Foto: Terra

  5. Cristiane Daciolo, mulher do cabo Benevenuto Daciolo, preso em Bangu I, dá entrevista em frente ao Copacabana Palace

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  6. Ônibus dos bombeiros chega para manifestação marcada para ocorrer em frente ao Copacabana Palace neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  7. Justificativa para o baixo quórum na manifestação em Copacabana foi a chuva

    Foto: Giuliander Carpes/Terra

  8. Manifestação em frente ao Copacabana Palace não atraiu muitos integrantes da PM, da Polícia Civil e dos bombeiros neste domingo

    Foto: Giuliander Carpes/Terra



  9. Foto: Terra

  10. No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel

    Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

  11. Segundo informações dos grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press



  12. Foto: Terra

  13. Cristiane, mulher de Daciolo, disse que a prisão de seu marido é arbitrária

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  14. A categoria pediu a libertação do bombeiro Benevenuto Daciolo, preso acusado de incitar atos violentos na Bahia

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

  15. Policiais e bombeiros do Rio se reuniram na Cinelândia para votar indicativo de greve na sexta-feira

    Foto: Luiz Gomes/Futura Press

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