A Operação Mutirama já apreendeu computadores, notebooks, tablets, CDs, pendrives, documentos relacionados às reformas e uma quantidade em dinheiro
Foto: Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal de Goiás (GO) está cumprindo desde a manhã desta sexta-feira seis mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão contra acusados de desviar dinheiro público de uma obra no parque Mutirama. A Operação Mutirama, que tem a participação de 52 policiais federais, já prendeu quatro pessoas até o momento. Computadores, notebooks, tablets, CDs, pendrives, documentos relacionados às reformas e uma quantidade em dinheiro também foram apreendidos.
O alvo das prisões são quatro servidores da Agência Municipal de Obras da Prefeitura (Amob) de Goiânia e duas pessoas ligadas à empresa de engenharia Warre, contratada para as obras no parque. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a revitalização do local ultrapassou os R$ 80 milhões de reais. De acordo com o órgão, a etapa de execução estaria supervalorizada, cobrando até R$ 2 milhões a mais do que deveria para os serviços de escavação, terraplanagem e fundação.
Em janeiro, o MPF solicitou perícia no local das obras, que só foi realizada com força policial. Em abril do ano passado, o MPF já havia ajuizado ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender a execução das obras. Mesmo após o procurador da República Marcello Santiago Wolff apresentar pessoalmente ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, uma série de irregularidades no processo licitatório, a prefeitura optou por lançar o projeto.
- Terra


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