Policiais e bombeiros do Rio se reuniram ontem na Cinelândia para votar indicativo de greve
Foto: Luiz Gomes/Futura Press
Horas após entrar em greve junto a policiais civis e bombeiros, a Polícia Militar garantiu no início da manhã desta sexta-feira "normalidade" em todo Estado. Mesmo com o acerto de não deixar os quartéis para atender ocorrências, a corporação disse que "todas suas unidades estão em pleno funcionamento, contando inclusive com o apoio de policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e do BPChq (Batalhão de Policiamento de Choque) no patrulhamento".
A Polícia Militar diz que não há paralisação de nenhum tipo de serviço para o cidadão e "reitera seu compromisso com a segurança da população do Rio de Janeiro".
A greve foi negociada na noite de ontem e ratificada em assembleia ocorrida na Cinelândia, no centro do Rio. Na reunião estavam presentes cerca de 2 mil pessoas. Na Polícia Civil, a greve altera a quantidade de oficiais na ativa, a orientação é de que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve.
Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem, no entanto, que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.
Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. A proposta do governo contempla antecipação de reajustes já programados e correção baseada na inflação, em 2014. O governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), acenou também com um auxílio transporte de R$ 100, além da criação de um banco de horas, mas a proposta foi considerada insuficiente.
- Terra



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