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 Assaltantes entraram em banco com cadeira de rodas, diz vítima
09 de fevereiro de 2012 21h31 atualizado às 21h37

Os 35 reféns foram libertados sem ferimentos após 4 horas de negociação. Foto: Wesley Santos/Futura Press

Os 35 reféns foram libertados sem ferimentos após 4 horas de negociação
Foto: Wesley Santos/Futura Press

Daniel Favero
Direto de Porto Alegre

Um funcionário do Bradesco que não quis se identificar afirmou ao Terra que foi com o auxílio de uma cadeira de rodas que três criminosos entraram na agência bancária da avenida Azenha, em Porto Alegre, e mantiveram 35 reféns entre as 16h30 e as 20h15 desta quinta-feira.

Segundo a vítima, a cadeira de rodas permitiu que o trio ingressasse na agência munido de revólveres e pistolas, beneficiado por uma entrada lateral sem detector de metais.

Haroldo Silva, 57 anos, trabalha na área previdenciária e foi ao banco acompanhado da esposa, Renata Maria Monteiro, 51 anos, para uma negociação. Eles falavam com uma gerente quando os assaltantes chegaram "bem vestidos", chamando justamente pela gerente do banco. "Amarraram todo mundo com lacres, minha mulher foi para o segundo piso. Ouvi quando um deles gritou 'deu tudo errado!' quando a Brigada (Polícia Militar) chegou", disse Silva, segundo o qual os criminosos permaneceram o tempo inteiro calmos, demonstrando que apenas "queriam sair numa boa".

A afirmação é corroborada pelo marido de Vivian Luzardo Monks, 32 anos, a primeira vítima a ser libertada. Segundo Fábio Monks, os bandidos amarraram os reféns e incendiaram as câmeras de segurança, mas não mantiveram conduta violenta. Fábio afirmou que as pessoas fragilizadas - entre elas sua mulher, que teria sofrido uma convulsão, e uma grávida - foram liberadas primeiro.

Por volta das 20h15, todas as 35 pessoas que eram mantidas reféns desde as 16h30 foram libertadas. Elas deixaram o prédio sem ferimentos. De acordo com a polícia, são três os assaltantes presos, sendo que outros três comparsas teriam escapado pelos fundos da agência e deixado armas pelas ruas durante a fuga. A quadrilha, especializada nesse tipo de crime, seria proveniente do núcleo residencial Cefer, do bairro Bom Jesus.

Terra
  1. Os 35 reféns foram libertados sem ferimentos após 4 horas de negociação

    Foto: Wesley Santos/Futura Press

  2. Agência do Bradesco foi cercada por policiais militares

    Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer/Especial para Terra

  3. Familiares dos sequestradores contribuem com as negociações na tentativa de levar os criminosos à rendição

    Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer/Especial para Terra

  4. Criminosos fazem reféns dentro de uma agência bancária do Bradesco na avenida Azenha, em Porto Alegre, na altura das ruas Visconde do Herval e Botafogo, na tarde desta quinta-feira

    Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer/Especial para Terra

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