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 'Só quero dar um abraço nele', diz mãe de vigia libertado de banco
09 de fevereiro de 2012 20h53 atualizado às 21h24

Os reféns foram libertados em grupos de três, sem ferimentos. Foto: Wesley Santos/Futura Press

Os reféns foram libertados em grupos de três, sem ferimentos
Foto: Wesley Santos/Futura Press

Daniel Favero
Direto de Porto Alegre

Rosinha Lencina teria poucos motivos para chorar o fim do expediente do filho, mas às 20h15 desta quarta-feira o vigia André Luís da Silva deixava a agência bancária onde trabalha, em Porto Alegre, após quase quatro horas sendo mantido refém por três assaltantes.

"Deu tudo certo, graças a Deus. Foi o primeiro homem a sair (do prédio). Só quero dar um abraço nele. Foi a coisa mais difícil pela qual eu já passei. É o primeiro assalto que ele sofre, eu tenho muito medo dessa profissão dele", comemorou Rosinha, que minutos antes demonstrava aflição. "A informação que a gente tem é de que eles estão amarrados mas estão bem. Sou cristã, então agora só nos resta rezar a Deus para que tudo dê certo", havia declarado, esperançosa, cercada de familiares.

Minutos depois, ela recebia de um policial militar a confirmação de que a reza funcionara. "Está tudo bem com ele, está sem lesão, bebendo água."

Beatriz Luzardo é mãe de uma funcionária que já amargou esse tipo de situação. Ela diz que a gerente Vivian Monks, primeira vítima a ser libertada, passou hoje pelo terceiro assalto como bancária, embora os crimes anteriores tenham acontecido em outros bancos. Ela soube do assalto pelo filho, irmão de Vivian, que trabalha no Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) da cidade.

O marido de Vivian também trabalhava como bancário, mas agora é advogado. O casal tem um filho de 5 anos, e a gerente afirma que passou mal durante o assalto por ter se preocupado com a criança.

Três homens foram presos depois de manterem 35 reféns dentro de uma agência bancária do Bradesco na avenida Azenha, em Porto Alegre, na altura das ruas Visconde do Herval e Botafogo, na tarde desta quinta-feira. A Polícia Militar isolou o local, que foi cercado por volta das 16h30, após o 190 receber a denúncia do assalto. Outros comparsas, segundo a PM, escaparam do local pelos fundos, deixando armas pelo caminho. O carro que seria utilizado na fuga do assalto foi encontrado nos arredores da agência. A quadrilha, especializada nesse tipo de crime, seria proveniente do núcleo residencial Cefer, do bairro Bom Jesus.

Terra
  1. Os 35 reféns foram libertados sem ferimentos após 4 horas de negociação

    Foto: Wesley Santos/Futura Press

  2. Agência do Bradesco foi cercada por policiais militares

    Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer/Especial para Terra

  3. Familiares dos sequestradores contribuem com as negociações na tentativa de levar os criminosos à rendição

    Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer/Especial para Terra

  4. Criminosos fazem reféns dentro de uma agência bancária do Bradesco na avenida Azenha, em Porto Alegre, na altura das ruas Visconde do Herval e Botafogo, na tarde desta quinta-feira

    Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer/Especial para Terra

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