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 Beltrame prega diálogo, mas alerta policiais sobre abusos em greves
07 de fevereiro de 2012 23h14 atualizado às 23h27

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, concedeu uma entrevista coletiva nesta terça-feira pautada pela divulgação do balanço dos índices de criminalidade de 2011 pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), mas o assunto que dominou as discussões foi a ameaça de greve por parte de policiais civis, militares e bombeiros, que pode ser decretada na próxima sexta-feira.

Beltrame procurou passar tranquilidade para a população e pregou o diálogo, mas deu a entender que não vai tolerar excessos. "Tenho o maior respeito pelos policiais, porque também sou um policial. Mas tudo na vida se consegue com ordem e diálogo. Se olharmos de 2007 a 2013, os policiais vão ter mais de 100% de aumento no período. Nesse governo há uma opção pela segurança pública. Se tivesse havido essa mesma política salarial nos anos anteriores, nós não estaríamos com esse problema atualmente", afirmou Beltrame.

O secretário também disse que, em caso de greve, a população fluminense não precisa temer uma situação de caos, a exemplo do que ocorre na Bahia com a paralisação dos PMs. Evasivo, o secretário se limitou a ressaltar que há "alternativas". "As polícias Civil e Militar têm um protocolo de ações para esse e outros tipos de situações desde o Pan-Americano de 2007. O compromisso da Secretaria de Segurança é com a paz e a ordem. A população pode ficar tranquila, porque, se for necessário, temos vários planos de contingência que podem ser 'estartados' imediatamente", garantiu, sem entrar em detalhes.

O homem forte da segurança no Rio de Janeiro adotou um tom de conciliação antes de subir o tom contra os policiais. "Sem dúvida, isso (a greve) não é bom. O Rio de Janeiro não merece isso, a população não merece isso e as próprias corporações não merecem isso. A segurança pública goza de uma imagem bem melhor com a sociedade atualmente", afirmou. "Todo policial, seja ele civil ou militar, tem aulas em suas academias, onde sabem em que punições podem incorrer se tomarem certas atitudes", acrescentou, depois de ser perguntado sobre a possibilidade de prender grevistas.

Jornal do Brasil
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