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 'Maior problema é a onda de boatos', diz tenente do Exército na BA
05 de fevereiro de 2012 17h13 atualizado às 17h17

Militares do Batalhão de Polícia do Exército, fazem blitz na Orla da Praia de Jaguaribe, em Salvador. Foto: Lúcio Távora/Agência A Tarde

Militares do Batalhão de Polícia do Exército, fazem blitz na Orla da Praia de Jaguaribe, em Salvador
Foto: Lúcio Távora/Agência A Tarde

O tenente-coronel do Exército Márcio Cunha, responsável pela operação dos militares na Bahia durante a greve de parte do efetivo da Polícia Militar, disse neste domingo que a onda de boatos sobre a violência que corre pelo Estado é um dos grandes problemas enfrentados pelas tropas. "Um dos problemas maiores que estamos vivenciando é a grande onda de boatos, que já estão sendo combatidos com a presença das nossas tropas, além das polícias Militar e Civil, para devolver a sensação de segurança e tranquilidade à população", disse ele à Agência Brasil.

Na manhã de hoje, o ministro interino da Defesa e comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, informou que, até o final do dia, o contingente de militares das Forças Armadas atuando na Bahia deverá chegar próximo a 3,5 mil homens. "As ações do Exército na Bahia vão muito bem e, até agora estão muito positivas, com a presença das tropas circulando pela cidade. Cada vez mais tropas chegam e, até o final do dia, estaremos beirando os 3,5 mil militares em processo por via aérea e terrestre. Isso mostra a determinação do governo federal em apoiar o governo da Bahia nas suas necessidades", disse o general à Agência Brasil, após participar da cerimônia de troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

"Nossa ação é de patrulhamento em conjunto com os policiais militares que não estão de acordo com o movimento, e nossa parte é apoiar o governo do Estado, que é quem conduz as negociações com aqueles que estão envolvidos no movimento grevista", completou.

Por determinação do governo federal, 40 homens do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite da Polícia Federal, chegaram neste domingo a Salvador. Eles terão a missão de executar os mandados de prisão expedidos contra integrantes do movimento grevista da Polícia Militar. Os policiais federais também serão responsáveis pela remoção dos detidos para presídios federais.

A greve dos policiais militares da Bahia, que completou no domingo cinco dias, motivou uma onda de violência na capital. Desde a quarta-feira, a região metropolitana de Salvador registrou mais de 80 homicídios, o que representa 117% de aumento na comparação com o mesmo período do ano passado.

A ausência de policiamento nas ruas causou dezenas de saques e violência em todo o Estado. Só na sexta, 58 carros foram roubados e algumas lojas arrombadas e saqueadas.

Agência Brasil