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 BA: Justiça decreta prisão de 12 PMs em greve considerada ilegal
04 de fevereiro de 2012 23h55 atualizado em 05 de fevereiro de 2012 às 00h00

Jaques Wagner fez duras críticas contra as entidades policiais que comandam a greve da categoria. Foto: Manu Dias/Secom/Divulgação

Jaques Wagner fez duras críticas contra as entidades policiais que comandam a greve da categoria
Foto: Manu Dias/Secom/Divulgação

A Justiça da Bahia decretou a prisão de 12 policiais militares envolvidos na greve que, considerada ilegal, entrou neste sábado em seu quinto dia. Entre os grevistas com prisão decretada está o presidente da associação que mobiliza o movimento, o ex-policial Marco Prisco. "Se existe um mandado de prisão, que se cumpra. Eu não sou criminoso. Eu acho que a melhor forma de o governo resolver essa situação é sentar e negociar", afirma Prisco. As informações são do Jornal Nacional.

O governo diz que negocia com as associações que não entraram em greve. "O caminho da democracia é a lei e a negociação. Arma em punho para mim é outra coisa. Do governador, não haverá nenhum tipo de assinatura de anistia para esses crimes de vandalismo", afirmou o governador Jaques Wagner (PT). A paralisação tem motivado uma série de atos de violência. Na noite de sexta-feira, mais de setenta peças teatrais e shows foram suspensos em Salvador. Em um bairro conhecido pela boemia, bares e restaurantes não abriram. Com a chegada de homens da Força Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública, o número de homicídios diminuiu. Na madrugada de sexta, foram 15 mortes, contra duas na de sábado. Um grande supermercado foi saqueado e uma loja de móveis invadida e incendiada. Neste sábado pela manhã, em Salvador, um policial civil foi morto a tiros em um bairro nobre. Uma das reivindicações dos PMs é a anistia para quem aderiu ao movimento.

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