- Wagner Carvalho
- Direto de Bauru
Um bebê de 6 meses morreu depois de ser levado três vezes ao hospital pelos pais em 24 horas. Gustavo Pereira dos Santos foi enterrado no final da tarde de sexta-feira em Bauru, distante 343 km de São Paulo. O diagnóstico inicial apontava que a criança estaria com caxumba. Os pais registraram um boletim de ocorrência e pedem a investigação do caso.
Os pais perceberam que o filho estava febril e com inchaço em um lado do pescoço, levaram o menino para o hospital São Lucas na quarta-feira, ele deu entrada na unidade particular de saúde por volta das 18h. Após a criança ser medicada, os familiares relataram que foram alertados que a criança apresentava um quadro de anemia e que um exame de urina seria necessário, mas como ele estava com dificuldade para urinar foi liberado mesmo ainda com febre para voltar pra casa.
Os pais acreditavam que a febre era uma conseqüência dos dentes do menino, que começaram a aparecer. Na mesma noite, como a febre não cedia, os pais voltaram com o bebê para o mesmo hospital, onde foi medicado novamente. O médico informou que seria necessário um exame de ultrassom, mas que só poderia ser feito na quinta pela manhã.
Após a realização do exame, a médica diagnosticou o caso como caxumba e liberou os pais com o bebê novamente para voltar pra casa. A criança teve sua segunda alta médica por volta das 11h. Durante a tarde, após o banho e ser amamentado, o bebê dormiu e acordou ainda com febre e inchaço nos dois lados do pescoço.
A mãe, Samira Pereira Góes, 31 anos, disse que ligou para a pediatra do bebê que orientou sua ida até a maternidade Santa Isabel. Ao chegar, o bebê foi internado na Unidade de Terapia intensiva (UTI), por volta das 18h, onde morreu três horas mais tarde.
Os pais registraram boletim de ocorrência para pedir uma investigação sobre a morte do filho, o hospital ainda não se manifestou sobre o caso. Além da suspeita de caxumba da segunda médica que atendeu o bebê, por meio de nota, a Divisão de Vigilância Epidemiológica do município iniciou um trabalho de bloqueio entre os familiares da criança porque também existe a suspeita do bebê ter sido vítima de meningite meningocócica.
- Especial para Terra


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