O governo do Distrito Federal anunciou nesta quinta-feira que foi aceito o pedido de exoneração do diretor-geral da Polícia Civil da unidade federativa, Onofre de Moraes, que aparece em um vídeo divulgado ontem afirmando que o governador Agnelo Queiroz (PT) deixaria o Palácio do Buriti "em um camburão da Polícia Federal".
O anúncio foi feito por um porta-voz do governo do DF, que afirmou que a permanência de Onofre no comando da polícia havia se tornado "insustentável". Ainda assim, Agnelo elogiou Onofre, reconhecendo que ele foi responsável por um "bom trabalho técnico". O secretário de Segurança, Sandro Avelar, deve conduzir o processo de substituição da chefia da Polícia Civil.
O vídeo foi divulgado pelo jornalista Edson Sombra (em cuja casa foram feitas as gravações, datadas de junho do ano passado) em resposta a entrevista de Onofre ao Correio Braziliense. Segundo Sombra, desde a posse de Agnelo, Onofre passou a frequentar a sua casa "de forma constante", demonstrando indignação com a indicação de Mailine Alvarenga para a direção-geral da Polícia Civil e reclamando por "não ser reconhecido" pelo governador por ter ajudado a elegê-lo.
Reportagem desta semana da revista Veja indica que Agnelo teve acesso a material da operação Caixa de Pandora, que teria facilitado a sua eleição. O delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, acusa ter recebido oferta de R$ 150 mil de Onofre para que não fizesse denúncias contra o governo do DF. Segundo a revista, o ex-delegado procurou Sombra para intermediar essa oferta.
- Terra


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