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 Vítima de explosão no porto do Rio será sepultada nesta tarde
31 de janeiro de 2012 11h37

Peritos examinam bueiro que explodiu no cais do porto do Rio de Janeiro. Foto: Adriano Ishibashi/Futura Press

Peritos examinam bueiro que explodiu no cais do porto do Rio de Janeiro
Foto: Adriano Ishibashi/Futura Press

Será sepultado no Cemitério de Inhaúma, às 15h30 desta terça-feira, o corpo do mecânico Rafael Martins de Souza, 29 anos, morto na explosão ocorrida ontem no cais do porto do Rio de Janeiro. Outros dois operários ficaram feridos. Os três trabalhavam para a empresa Triunfo Logística, que presta serviço à Petrobras.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) emitiu auto de constatação para a Triunfo Logística, pela concentração em quantidade ainda não determinada de óleo combustível em uma galeria de águas pluviais, na área de operação da empresa, no Armazém 30 do cais do porto. A companhia Docas também foi notificada a fornecer um mapeamento da região ao órgão ambiental.

O objetivo é identificar possíveis proximidades com oleodutos ou outras fontes que possam ter originado o vazamento do óleo, que, supostamente, causou a explosão ocorrida na manhã de segunda-feira.

Agentes do Serviço de Operações Emergenciais (Sopea) e da Gerência de Risco Ambiental (Diram) do Inea farão nova vistoria no local do acidente na manhã desta terça-feira.

As causas da explosão ainda estão sendo investigadas, mas, conforme parecer inicial dos agentes do Inea que estiveram no local, a quantidade de óleo que vazou para a galeria é considerável.

O dano ambiental, no entanto, foi controlado, porque na saída da galeria para a Baía da Guanabara estava posicionada uma monoboia cercada por uma barreira de contenção, o que impediu que o combustível se espalhasse por sobre o espelho d'água.

O Inea investiga ainda se uma operação de derivados de petróleo para Manguinhos, que ocorreu na área do Armazém 30 na noite do último de domingo, possa ter contribuído para a presença de óleo na galeria de águas pluviais. A tubulação da refinaria, no entanto, não tem proximidade com a região e no momento da explosão a operação já havia sido encerrada.

Jornal do Brasil
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