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 Fórum Social: "povos não devem continuar pagando pela crise"
28 de janeiro de 2012 16h42 atualizado às 17h27

No documento final com as conclusões do Fórum de Porto Alegre, os movimentos sociais de todo o mundo conclamaram os "os povos a não continuar pagando pela crise".

O Fórum, o maior evento anticapitalista internacional, repudiou "as medidas de austeridade (...) apresentadas em pacotes econômicos que, na verdade, privatizam bens, reduzem salários e direitos, multiplicam o desemprego e exploram de maneira errônea os recursos naturais".

Também defenderam "um Estado livre das corporações e a serviço da população", no Fórum, onde ressurgiu com força o lema dos manifestantes do grupo Ocupem Wall Street do final do ano passado, no qual os cidadãos diziam às elites políticas e econômicas que não se sentem representados por suas decisões: "Somos 99% e vocês, 1%".

Cerca de 40 mil pessoas participaram desta edição extraordinária do Fórum Social Mundial, convocada para definir a posição das organizações sociais na próxima conferência da ONU Rio+20, realizada para exigir o comprometimento dos líderes mundiais com uma nova "economia verde" e social.

O encontro também lançou as bases da Cúpula dos Povos, a ser instalada em junho no Rio de Janeiro e voltada para pressionar por um compromisso real e efetivo dos governantes com a Rio+20. Como parte dessas ações, um dia de protestos em todo o mundo foi convocado para o dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Os movimentos sociais criticaram duramente o conceito de "economia verde" que a conferência pretende lançar. "Tentam impor a economia verde como solução para a crise ambiental e alimentar", mas "além de agravar o problema, resultará em mercantilização da vida", expressaram numa assembleia neste sábado.

AFP
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