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 SP: Haddad diz que priorizará base aliada, mas não descarta PSD
28 de janeiro de 2012 15h19

Fernando Haddad deixou o Ministério da Educação para concorrer à prefeitura de São Paulo pelo PT . Foto: Mauro Horita/Terra

Fernando Haddad deixou o Ministério da Educação para concorrer à prefeitura de São Paulo pelo PT
Foto: Mauro Horita/Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

O pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste sábado em São Paulo, após a 3ª reunião do Conselho Político da sigla, que se decidiu por unanimidade a costura de alianças com os partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff (PMDB, PR, PSB, PCdoB e PDT). Uma eventual aliança com o PSD de Gilberto Kassab não está descartada, mas fica em segundo plano.

"Na nossa opinião não houve uma aproximação formal do PSD. O presidente do partido não foi procurado e o próprio PSD deixou claro que ele tem outras prioridades. A nossa é a busca de coligação com os partidos da base aliada. No momento não estamos trabalhando nessa direção", disse Haddad.

De acordo com ele, muita gente dentro do partido concorda com a perspectiva de abrir a discussão. "Há opiniões sobre esse assunto que são públicas. Nós não vamos omitir que essa discussão existe. O que importa do ponto de vista da campanha é a diretriz que foi tirada. Interdição, censura, não vamos fazer. Interditar o debate sob nenhuma perspectiva desde que a prioridade de um plano de governo elevado para a cidade esteja colocado como prioridade máxima", afirmou.

Segundo ele, as conversas se darão com base em dois pressupostos. "Primeiro, projeto político de coligação. Vamos discutir com eles a composição da chapa e os critérios para isso. Nós não queremos em nenhuma medida que qualquer aliança nossa rebaixe as nossas pretensões de atuação na cidade", disse Haddad.

O pré-candidato afirmou que vai usar as segundas e sextas-feiras para fazer visitas às regiões mais problemáticas da cidade. Nos outros dias, irá se dedicar às discussões do programa de governo da candidatura. A primeira visita deve acontecer no dia 24 de fevereiro, na região do M'Boi Mirim, na zona sul da capital paulista. Entre os principais problemas do bairro está o transporte público.

De acordo com Rui Falcão, presidente nacional do partido, que participou da reunião, será estabelecido um método para a discussão das alianças. "A ideia é começar ir para a rua. Cuidar da parte jurídica, de comunicação, das agendas da coordenação, além das primeiras medidas do programa de governo", disse.

Segundo ele, a campanha municipal deverá ser programática. "Não de ataques, mas de ideias. Isso deixa o caminho aberto para amplas alianças no futuro", afirmou.

Terra