- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
Após relatório da Controladoria-geral da União (CGU) apontar suspeitas de irregularidades de mais de R$ 300 milhões em projetos do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), o diretor da autarquia vinculada ao Ministério da Integração, Elias Fernandes, pediu demissão nesta quinta-feira.
Afilhado político do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Fernandes também é apontado, entre outros, como inoperante por ter demorado em providenciar uma sindicância após o Dnocs ter pagado R$ 9,3 milhões por serviços de uma consultoria de engenharia que teria apenas repetido informações de que a autarquia já dispunha.
Elias Fernandes se reuniu nesta quinta-feira com o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, para selar sua saída do governo.
Nesta quarta, Henrique Eduardo Alves chegou a desafiar o Palácio do Planalto, por meio de redes sociais, a demitir o apadrinhado. Ainda assim, a indicação do novo diretor do Dnocs deverá ser negociada com o PMDB.
No início da semana, Bezerra Coelho havia afirmado que a autarquia deveria passar por mudanças em suas diretorias. Também a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e ao Parnaíba) e a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), vinculadas à pasta coordenada pelo Ministério da Integração, deverão ter alterações em sua cúpula.
De acordo com o ministro, que já teve o nome envolvido em suspeitas de privilégio político na distribuição de recursos governamentais, a renovação dos quadros do Dnocs passará por negociação com o PMDB, partido responsável pela indicação de cargos na empresa.
Em nota, o Ministério da Integração informou que o secretário Nacional de Irrigação, Ramon Rodrigues, assumirá interinamente o cargo de diretor-geral do Dnocs.
- Terra


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